segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Eu fui ao Restaurante Jacarandá (Pinheiros)

Vou resgatar alguns materiais de restaurantes que eu fui, mas que sobre os quais não publiquei informações no blog. O primeiro deles é o RESTAURANTE JACARANDÁ (R. Alves Guimarães, 153 - Pinheiros), ao qual eu fui a partir da troca de pontos do cartão de crédito (para evitar vencer), já com menu fechado (mas, com opções para escolher). 

O ambiente é muito acolhedor, pois o salão principal foi construído ao redor de uma árvore jacarandá, eis a origem do nome do local. Um ótimo local para aproveitar um almoço ao ar livre, especialmente em uma temperatura amena na primavera. Fui em um sábado, junto com a minha irmã, e tinha música ambiente ao vivo (esqueci de tirar foto dos músicos). O restaurante tem também um amplo salão ao fundo, decorado com muito bom gosto.

    


Entrada com shitake fresco

As opções seguintes foram uma salada de abóbora cabotiá refrescante de folhas, queijo de cabra, acompanhada de abóbora grelhada e amêndoas caramelizadas; e um ceviche (peixe branco temperado com cebola roxa, pimenta dedo de moça, coentro e limão Taiti com chips de banana da terra).

Ceviche com chips de banana da terra
  
Salada com cabotiá

Os pratos principais foram: Casarecce (massa fresca artesanal) com  molho de tomate e berinjela defumados, burrata, limão siciliano e manjericão. Confesso que nunca pensei em molho com berinjela. Estava muito gostoso.

Casarecce com molho de berinjela e burrata

E o Galeto desossado, com humita cremosa e salada de rúcula selvagem. Lógico, que fui pesquisar o que era o tal humita e trata-se do nosso conhecido creme de milho, mas a receita argentina na qual vai milho fresco e um leve toque adocicado. A porção é bem generosa. Mas senti falta de um pouco mais de tempero no galeto, para garantir a suculência e presença na boca.

Galeto com humita cremosa

Para finalizar a refeição, fomos de Pudim de Queijo e o Sorvete Artesanal Jacarandá Pudim de queijo da serra da canastra e o Sorvete de maracujá (que pareceu receber uma farofinha de rapadura). Esperava um pouco mais do pudim, um pouco mais do sabor de queijo, creio eu.


Sorvete de Maracujá

Pudim de Queijo Canastra

Minha irmã tomou um suco poderoso com beterraba e outras coisinhas (está na foto 1 deste post) e eu preferi um drink. Queria uma opção mais doce, mas não tinha  no cardápio. Então, optei pelo Capim Refrescante, descrito como "um delicado refresco artesanal de capim limão com abacaxi, vodka nacional e cointreau". É bem leve mesmo.

Drink Capim Refrescante
Nota geral: 8, pois o galeto e o pudim podem ganhar um pouco mais de sabor, na minha singela avaliação. Se você já foi  lá e quiser deixar sua opinião, fique à vontade! 

Aproveite e confira aqui no blog minha visita ao Restaurante Claudius (Perdizes) e ao Restaurante Bananeira (Morumbi).

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Decoração: como escolher os móveis para uma decoração montessoriana para o quarto do bebê?



Por Andrea Campos*

O quarto montessoriano tem a premissa de ser acessível para o bebê e não para os adultos. Ele segue uma linha de desenvolvimento pedagógico da renomada educadora italiana Maria Montessori, que prioriza o desenvolvimento natural das crianças na conquista da sua autonomia, incentiva a independência e a liberdade do bebê.

A proposta é que o ambiente incentive o desenvolvimento da criança e que proporcione maior autonomia em relação a suas escolhas e iniciativas. Com o tempo, os pais percebem  o quanto as crianças são capazes de fazer escolhas no dia a dia de forma adequada ao seu ritmo de aprendizagem e, consequentemente, dentro do seu processo natural de crescimento.

É bem provável que você já tenha visto fotos e referências sobre como adaptar o ambiente, mas para ajudar os papais na escolha de móveis e objetos, separei as orientações básicas de quarto montessoriano.

Acessibilidade: como o quarto é pensado para a criança, os móveis e elementos precisam estar posicionados na altura deles e não na altura dos pais. Dessa forma, os pequenos podem explorar o espaço sem depender dos adultos. É por isso que o colchão fica quase que diretamente no chão, ou em camas baixas, e que os móveis são feitos na altura da criança para que, desde cedo, ela consiga se virar sozinha com algumas coisas, como por exemplo, escolher e guardar os brinquedos. Muitos projetos também colocam os cabides na altura da criança para que ela já possa escolher a roupa, vesti-la e, ao tirá-la, guardá-la.

Segurança: já que a liberdade e independências são inerentes, é indispensável que os móveis sejam seguros, feitos com madeira de primeira linha, resistentes e bem-acabados. Design com pontas arredondadas é indispensável, além de utilizar berços, camas e cômodas que sigam as diretrizes da ABNT e que estejam dentro das conformidades de qualidade. Assim, durante a exploração do ambiente, a criança estará protegida de qualquer acidente.

Experiências sensoriais: a primeira infância é uma fase de muito aprendizado para os pequenos, portanto, estímulos visuais na decoração ajudam o desenvolvimento. Papéis de parede interessantes, com ilustrações e texturas, tapetes lúdicos e com propostas para estimular o toque e os sentidos são ótimos aliados nesse tipo de decoração. Móveis com proposta lúdica e que ajudem na imaginação para cenários e brincadeiras também são excelentes pedidas

Decore de acordo com a idade: para manter o ambiente interessante, troque a decoração com frequência, à medida que a criança for crescendo. Assim, você mantém a proposta de independência e liberdade ativos e acompanhando as fases de crescimento. Escolha móveis que possam ser transformados com o passar do tempo, garantindo que o investimento no miniberço, berço e minicama perdure ao longo dos anos.

*Andrea Campos, consultora da Cia do Móvel - https://www.ciadomovel.com.br

Aqui no blog, você tem mais dicas de decoração para o quarto das crianças neste post.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Minha frustração com o hortifruti OBA de Moema

Sempre compartilho algumas experiências como consumidora aqui no blog. Dessa vez, vou falar da minha frustração recente com o hortifruti OBA, localizado em Moema (Av. Macuco). 



Durante o mês de julho e começo de agosto, eu fiz um curso de fotografia aos sábados em uma escola em frente à loja. No primeiro dia, estacionei em um prédio ao lado e paguei R$ 38,00. No sábado seguinte, como vi que o hortifruti tinha estacionamento, resolvi parar lá por uma horinha, fazer compras e pagar o tempo estacionado. Só quando estava lá dentro, vi que eles não cobravam. Mas, resolvi deixar o carro lá, pois não demoraria. 

Quando fui pegar o veículo, fui abordada por um manobrista que veio falar que eu não poderia ter deixado o carro ali. Olhei para os lados, vi várias vagas disponíveis, falei que pagaria pelo tempo, caso ele quisesse. Ele me pediu o tíquete de compra e eu mostrei: gastara R$ 65,00  (sem contar o que comi na lanchonete). 

No sábado seguinte, planejei estacionar lá novamente, pois ia fazer mais compras (azeite, aceto balsâmico, frutas, lanche etc.). Tinha feito uma atividade externa na escola e demoraria mais uns 40 minutos no máximo para voltar. Eis que quando estava saindo do hortifruti, o manobrista veio correndo e me interpelou, como se eu tivesse roubado algo, e falou alto que eu não poderia deixar o carro lá, gerando constrangimento, junto com o segurança veio dar pitaco na situação. Peguei meu veículo e saí. Em compensação, nunca mais voltei ou voltarei a comprar lá.

Quem mora em São Paulo, sabe dessa novela de estacionamento e até entendo em parte a suposta orientação do OBA. Mas, vamos a algumas considerações sobre a postura do manobrista e da empresa:

1) O estacionamento tem muitas vagas ociosas em um dos bairros cujo metro quadrado é um dos mais valorizados da cidade. Assim, os gestores deixam de rentabilizar o local quando não cobram ou expulsam os potenciais clientes diante do estilo de interpelação realizada pelo manobrista. Não seria melhor a rede ganhar os R$ 38,00 ou mais que deixei no estacionamento ao lado da escola?

2) O local não tem qualquer controle da hora que um carro entra ou sai. Bastava ter este controle de entrada, como ocorre na maior parte dos estacionamentos, e estabelecer valores de taxa de estacionamento x valor do tíquete de compra para evitar abordagens constrangedoras. Não é nenhuma solução mágica. É o que muita loja já faz, como as redes Pão de Açúcar e Extra.

3) Os manobristas deste OBA - Moema ficam totalmente ociosos, pois o cliente estaciona sozinho, leva a chave, não tem qualquer controle de entrada do veículo (nem servem para ajudar nas compras). Servem, prioritariamente, para ficar lá constrangendo e policiando o estacionamento. 

Especialmente para mim, aproveitar o estacionamento é um estímulo para fazer compras antes de voltar para casa. Pena que o OBA Moema não mais me verá.  Que a loja fique lá com seu estacionamento ocioso e seus manobristas. 

Deixo aqui o post sobre o meu caso recente com a NET.
  


  

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

ARTIGO - A dona do pedaço: arquitetura é uma questão de alma


Quando recebemos este artigo, resolvemos publicá-lo, pois consideramos importante refletir sobre a imposição de seguir padrões seja na decoração da casa, na moda, no jeito de ser. Vamos deixar de lado as regras e pensar em seu conforto e no bem-estar da sua família? Aproveite a leitura!




Arquitetura e decoração: uma questão de alma e não de padrão!

Por Karla Manfredi Pimentel*



A novela “A dona do pedaço”, exibida no horário das 21h, na TV Globo, apresentou em alguns episódios uma conturbada relação entre a arquiteta Stephanie, interpretada pela atriz Daniella Galli, e sua cliente, Maria da Paz, vivida por Juliana Paes.

Deixando de lado todas as questões éticas envolvendo a trama, na qual a filha da protagonista, Josiane, personagem de Agatha Moreira, convence a profissional a pagar comissão a fim de roubar a própria mãe (o que não deve ocorrer fora das telas), vemos um forte desalinhamento entre as expectativas da cliente e as propostas da arquiteta.

De origem humilde, Maria da Paz enriqueceu vendendo bolos e orgulha-se muito de sua história de trabalho e superação. Com um gosto exuberante, tende a valorizar um estilo de moda e decoração com muitos elementos, chegando a ser exagerados em algumas ocasiões.

Diante da cliente, a profissional teima em oferecer um projeto sofisticado, mas em que nada agrada Maria da Paz. Nenhum dos seus móveis ou objetos atuais foram aproveitados em sua nova residência. O argumento da arquiteta era o de que tudo era cafona e estava “fora do seu padrão”.


Mas, afinal, o que é o padrão? É óbvio que cada arquiteto tem o seu estilo, mas acima de tudo, ele tem o dever de entender as necessidades, desejos e anseios do cliente para propor soluções que transformem a sua casa, escritório ou ponto comercial em um ambiente aconhegante, onde ele se reconheça e se identifique.

Em um mundo cheio de regras e convenções sociais, “ser você mesmo” é um desafio. Ser autêntico e se sentir único é um desejo da grande maioria das pessoas. Um padrão ditado pela sociedade não cabe mais nos dias de hoje. Queremos bem-estar e conforto em ambientes que efetivamente nos preencham e nos satisfaçam.

Nesse sentido, a arquitetura sensorial vem ganhando muito destaque. Nela, os seis sentidos - visão, tato, olfato, paladar, audição e intuição - adentram os ambientes com o objetivo de despertar sensações e criar memórias que ficarão eternizadas para sempre, como o cheiro do café coado pela avó, a macarronada servida aos domingos com a família reunida e até o sossego de uma tarde de filme sozinho no sofá.

Através da composição de texturas, revestimentos, cores, formas, cheiros e luz, a arquitetura sensorial proporciona o ambiente que o cliente quiser, com foco em aguçar ou provocar emoções e sensações. Cada vez mais, percebemos que é o momento de ser e não de ter. Maria da Paz parece ter percebido isso há muito tempo.

*Karla Manfredi Pimentel é arquiteta sensorial e designer da Arch&Soul, consultoria de arquitetura para o bem viver.

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

SAÚDE: Vale a pena o homem fazer uma vasectomia?




Entre os anos de 2001 e 2017, o método cresceu 300% e os números pularam de 7,7 mil homens para 34 mil neste período.

De acordo com dados do IBGE até 2060, a população brasileira cairá dos atuais 1,77 filhos por mulher para 1,66. E os números do Ministério da Saúde indicam que realmente o país está caminhando para famílias cada vez menores e que se utilizam de procedimentos como a ligadura de trompas e vasectomia para não terem mais filhos. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), o número de vasectomias no Brasil cresceu mais de 300% entre 2001 e 2017, os números pularam de 7,7 mil homens para 34 mil que realizaram a operação no período.

O crescimento do protagonismo masculino no planejamento familiar é cada vez mais evidente, especialmente entre homens na faixa dos 30 e 35 anos, casados e com filhos. De acordo com o Dr. Luiz Renato Guidoni (CRM 109022), urologista da Clínica Guidoni, Membro da Associação Americana de Urologia (AUA) e da Sociedade Mundial de Endourologia (Endourological Society), a vasectomia é um procedimento cirúrgico simples (que leva cerca de 30 minutos), seguro e eficaz de contracepção, que consiste em interrupção da passagem dos espermatozoides para o sêmen.

Nesse procedimento é feita a secção bilateral de ambos os canais deferentes utilizando uma via de acesso mínima. Para minimizar o risco de recanalização espontânea, além da secção, as bordas criadas dos canais são ligadas (amarradas), cauterizadas e, então, invertidas. Importantíssimo ressaltar que o homem continuará a ter ereções, orgasmos, ejaculações e prazer sexual, como antes do procedimento. A única alteração é que seu sêmen não terá esperma e, consequentemente, não será mais capaz de engravidar uma mulher.

“Realizada com anestesia local associada a sedação anestésica, a vasectomia deve ser pensada cuidadosamente pelo casal, porque mesmo podendo ser revertida em cerca de 50% dos casos, deve ser considerada definitiva, já que a técnica é um dos métodos contraceptivos mais efetivos”, explica o Dr. Guidoni.

A vasectomia evita gravidez e não doenças: “Precisamos lembrar sempre que a vasectomia não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis como HIV, sífilis, HPV e gonorreia e etc. Portanto, o uso da camisinha é fundamental para homens que não tenham uma parceira fixa ou que tenham mais de uma parceira sexual”, finaliza o Dr. Guidoni.

Indicamos também para você leitura do post: Infertilidade masculina – Entenda o que é varicocele.  


terça-feira, 6 de agosto de 2019

SAÚDE: Falta de cuidado com as lentes de contato pode acabar mal




Especialista revela 5 dicas para quem usa lentes e quer ter olhos sempre saudáveis

É importante encorajar os usuários de lentes de contato a melhorar seus hábitos diários para reduzir a incidência de inflamações e infecções oculares por falta de cuidados adequados. Nos Estados Unidos, um em cada seis adultos faz uso de lentes de contato, sendo que um terço deles declarou já ter recorrido a um serviço de saúde por conta de dor, vermelhidão ou irritação nos olhos.

No Brasil, estima-se que mais de dois milhões de pessoas façam uso de lentes de contato. Trata-se de um número que tende a crescer rapidamente, já que pelo menos metade da população a partir dos 18 anos precisa de correção visual. Daí a urgência em aprender a usar lentes de contato da forma mais correta possível. De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, as lentes de contato proporcionam uma correção visual segura e eficiente, desde que o usuário tenha consciência dos cuidados necessários ao usar, limpar, desinfetar e armazenar as lentes.

“A ceratite é uma das doenças mais frequentemente associadas com o uso de lentes de contato. Trata-se de uma infecção que provoca dor intensa nos olhos e dificuldade para enxergar. Quando não tratada logo no início, as consequências são bastante graves e vão desde a perda parcial ou total da visão, até desdobramentos no sistema nervoso central”, diz o médico. Ele afirma que é muito comum receber pacientes que negligenciaram os cuidados básicos com as lentes de contato, como lavar bem as mãos antes de manusear as lentes, secar a caixinha ao lavá-la, e não usar soluções de limpeza de outro fabricante.

“Em mais da metade dos problemas encontrados, notamos falta de higiene do estojo que armazena as lentes. Vale dizer que isso não se justifica, já que os cuidados são simples e seguem regras de bom-senso. Mesmo assim, ainda é muito alto o número de pacientes que recorrem a tratamentos depois de vacilar na higiene diária”, diz o especialista.

Renato Neves revela cinco dicas para evitar contaminação das lentes de contato:

1. Jamais use água da torneira para lavar as lentes. “Embora nossa água corrente seja uma das mais bem tratadas do mundo, engana-se quem pensa que não faz mal lavar suas lentes com água de torneira, chuveiro ou banheira. A água potável não é estéril nem livre de microrganismos que podem atingir a córnea e causar uma infecção.”

2. Substitua o estojo três vezes ao ano, no mínimo. “O estojo que armazena as lentes de contato deve ser trocado entre três e quatro vezes ao ano, já que é bastante comum ocorrer contaminação ao longo do uso. Quem não tem paciência para limpar e guardar as lentes de contato e o estojo do modo mais seguro e higiênico possível, melhor considerar voltar a usar óculos, optar por lentes descartáveis, ou cirurgia ocular.”

3. Nunca tampe o estojo quando ainda está úmido. “Isso também acontece com porta-escovas de dentes. É comum encontrar usuários de lentes de contato que lavam os estojos com solução apropriada, mas não permitem que sequem completamente antes de tampar. Isso favorece demais a contaminação. Sendo assim, é melhor comprar um estojo novo do que colocar na lava-louça ou ferver dentro de uma panela. Isso, aliás, não deve ser feito de jeito nenhum.”

4. Descarte lentes fora do prazo de validade. “Tem gente que usa as mesmas lentes de contato prescritas há três, quatro, ou cinco anos. E tem sempre aqueles que usam por um tempo, param, e depois resolvem voltar a usar as mesmas lentes. Trata-se de um erro muito perigoso. Primeiramente, porque é enorme a chance de o material estar contaminado. Depois, porque o grau pode ter sofrido variações no período. Por fim, porque deve ter expirado o prazo de validade do conjunto (lentes, solução, estojo) – aumentando o risco de infecção se o paciente insistir em não passar por nova consulta e adquirir lentes novas.”

5. Nunca durma com as lentes de contato. “Muitas pessoas têm mania de criar suas próprias regras, achando que nada ruim vai lhes acontecer. Acabam abusando, passando mais tempo do que deveriam com as lentes de contato e até mesmo dormindo com elas vez ou outra. Mas o risco de problemas oculares existe e é grande. A córnea recebe oxigênio do ar e das lágrimas que lubrificam os olhos durante o dia. Durante o sono, a córnea recebe menos nutrientes, lubrificação e oxigênio. Sendo assim, não retirar as lentes antes de dormir significa aumentar exponencialmente o risco de as lentes grudarem ou até mesmo arranharem a córnea. Caso haja microrganismos no local, inclusive, uma infecção pode se instalar rapidamente.”

Por fim, o oftalmologista explica que os olhos têm de estar sempre claros e transparentes. “Na presença de qualquer tipo de alteração ou desconforto, é importante revisar a rotina de higiene pessoal, lavando sempre muito bem as mãos antes de tocar nas lentes e nos olhos, cuidando diariamente das lentes com solução apropriada, e usando lubrificante prescrito por um oftalmologista. Se ainda assim a irritação se prolongar, o paciente deve ser avaliado por um especialista”.

Quer saber mais sobre saúde dos olhos? Leia o post a respeito dos avanços no tratamento da catarata.


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

SAÚDE: Dicas para cuidar do coração e controlar a hipertensão arterial





Exames de rotina, visitas a médicos periodicamente, dentre outros cuidados são essenciais para manter a saúde “em dia”. E com a saúde do coração não é diferente. Afetado, principalmente, pela hipertensão arterial, o órgão merece muita atenção.

Infarto, AVC e aneurismas são algumas das mais conhecidas consequências da hipertensão. A doença que atinge quase 30% dos brasileiros com menos de 60 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), traz grandes riscos ao coração, mas também pode afetar de forma grave outros órgãos do corpo, como cérebro e rins.

“O cérebro necessita de um fluxo sanguíneo contínuo para exercer suas atividades no organismo. Sem essa circulação sanguínea e com a falta de oxigenação, o órgão pode perder progressivamente suas capacidades e funções, podendo chegar a um estado de demência. Nesse estágio, o paciente passa a apresentar problemas de cognição, memória e concentração”, alerta Dra. Olga Souza, Coordenadora do Serviço de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca da Rede D’Or São Luiz.

Os rins também podem sofrer com a hipertensão arterial mal controlada. A doença é uma das principais causas da insuficiência renal. A pressão alta deixa os vasos sanguíneos mais rígidos e a quantidade de sangue que chega até um órgão, como o rim, pode ser menor, tornando-o incapaz de exercer suas funções, como eliminar impurezas e filtrar substâncias no organismo.

A cegueira é outra consequência pouco conhecida da hipertensão arterial. Os olhos podem sofrer grandes alterações, especialmente na retina, decorrentes da doença. Tais alterações, chamadas de retinopatia hipertensiva, são ocasionadas por um estreitamento dos vasos sanguíneos ou pelo enrijecimento das paredes arteriais, levando a um quadro de hemorragia nos olhos e deslocamento da retina – em casos mais graves pode causar a cegueira.

“A hipertensão arterial também está relacionada a ocorrência de uma arritmia cardíaca, conhecida como fibrilação atrial, que acarreta a formação de coágulos no coração e pode causar um AVC. Apesar de graves consequências, pode-se conviver com a hipertensão arterial de forma segura. Após o diagnóstico, hábitos mais saudáveis e, se necessário, uso de medicamentos com orientação médica, são aliados no tratamento que deve ser seguido para o resto da vida”, destaca a cardiologista.


5 DICAS QUE PODEM AJUDAR NA PREVENÇÃO, COMBATE E TRATAMENTO DA DOENÇA

- Música ajuda no tratamento da hipertensão: Controle o seu nível de estresse. Procure durante o dia ter alguns minutos para relaxar, ouvir uma música, conversar com um amigo, isso ajuda bastante no tratamento;
- Analgésicos e anti-inflamatórios podem causar hipertensão: Esses medicamentos podem elevar a pressão arterial. Tome apenas com orientação médica;
- Uma vida solitária pode causar a doença: Procure estar com pessoas que te fazem sentir bem;
- A doença é silenciosa: Em alguns casos, os sinais e sintomas são imperceptíveis, portanto verifique sempre a sua pressão arterial;
-  A doença não tem cura e o tratamento deve ser levado à sério para o resto da vida.

Leia mais sobre o que pode acontecer com os olhos de quem é hipertenso neste post.

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