sexta-feira, 14 de maio de 2021

Região dos Vinhos Verdes: conheça a história e gastronomia

 

Divulgação

Responsável por 15% da área vitivinícola de Portugal, é uma das mais importantes do mercado do país

 

A Região dos Vinhos Verdes é uma das mais importantes do mercado de Portugal. Por ter diferenças climáticas significativas e solos graníticos em sua maior parte, é bem diversa e produz vinhos de muitos estilos e possibilidades, capazes de agradar aos mais diferentes – e exigentes – gostos. 

 

O conjunto de montanhas e vales cortados por rios também é responsável por tamanha variedade de uvas típicas, entre as quais se destacam as brancas alvarinho, loureiro, arinto (também conhecida no local como pedernã), azal, trajadura e avesso; e as tintas vinhão e alvarelhão. 

 

Responsável por 15% da área vitivinícola de Portugal, a região foi demarcada em 1908 e se estende por todo o noroeste do país, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Esta terra fértil é coberta por uma exuberante manta de vegetação, montanhas e vales até avançar o mar. 

 

A versatilidade é outro ponto importante. Aos brancos de perfil jovem e fresco, se juntam mais vinhos de caráter intenso e estruturado, também tintos de perfis que vão dos mais abertos em cor, leves e delicados, aos mais escuros, impenetráveis, estruturados, mas igualmente escorados por uma acidez firme que agrega um inconfundível frescor aos vinhos. 

 

A região dos Vinhos Verdes também é berço de espumantes de alta qualidade, cujo perfil se assemelha ao dos vinhos tranquilos: muito frescor e uma interessante complexidade na boca.

 

Os rótulos são certificados pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), organismo que tem por objetivo representar os interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) «Vinho Verde» e da Indicação Geográfica (IG) «Minho» e a defesa do património regional e nacional.

 

Sub-regiões

 

Cada particularidade pode ser percebida nas características de cada uma das nove sub-regiões que compõem a Denominação de Origem dos Vinhos Verdes: Monção e Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Basto, Sousa, Baião, Paiva e Amarante. A soma de todos estes fatores faz com que possamos encontrar entre os rótulos da região desde Vinhos Verdes de estilo clássico, jovens, leves e com baixo teor alcoólico, a outros sofisticados, com aromas e sabores complexos, intensos e minerais, austeros e com grande potencial de guarda. 

 

Na parte norte da Região dos Vinhos Verdes, na fronteira com a Espanha, está Monção e Melgaço, cuja especialidade é a produção de Alvarinhos de excelente padrão. A pluviosidade é mais reduzida e no verão as temperaturas são significativamente mais elevadas do que no resto da região. Neste microclima, o Alvarinho dá origem a um vinho mais encorpado, rico e complexo no nariz, fresco e com boa presença de fruta na boca, combinada com um caráter mineral típico e muito atraente. 

 

Ao sul de Monção e Melgaço se encontram as sub-regiões Lima, Cávado e Ave. Aqui, a principal uva é o delicioso e floral Loureiro, embora o Arinto e a Trajadura também sejam frequentemente utilizados. Os vinhos nestas sub-regiões são normalmente frescos e aromáticos, muitas vezes com um toque citrino e de flor. 


As sub-regiões montanhosas de Basto e Sousa também produzem vinhos leves a partir de várias uvas nativas. Nas sub-regiões de Amarante e Baião, a casta Avesso origina vinhos brancos secos e frescos com aromas ricos e um caráter mineral. Amarante e Paiva, esta última a sul do rio Douro, são muito reconhecidas pelos seus vinhos tintos.

 

Gastronomia da Região

 

Produtora de azeites e mel, a região dos Vinhos Verdes também se destaca pela riqueza e qualidade da gastronomia. Pratos clássicos da culinária regional, como o cabrito, rojões à minhota, arroz de cabidela, bacalhau à Braga e papas de sarrabulho são alguns dos mais famosos. Sem falar na típica Lampreia, peixe de sabor forte e inconfundível, uma das grandes iguarias da culinária mundial. 

 

No entanto, apesar da enorme tradição gastronômica da região, os Vinhos Verdes tem lugar em qualquer tipo de cardápio regional ou internacional, graças à versatilidade e diversidade dos rótulos do lugar. No Brasil, receitas mais leves como a tapioca ou o pão de queijo harmonizam com um estilo de Vinho Verde mais jovem e fresco. No caso dos churrascos, moquecas ou feijoada, por serem mais robustas, precisam de um estilo de Vinhos Verdes com mais estrutura, complexidade e persistência.

 

Tipos de Vinhos Verdes

 

Os Vinhos Verdes brancos jovens apresentam cor citrina ou palha, aromas ricos, frutados e florais, dependendo das uvas utilizadas nos cortes. Na boca são harmoniosos, intensos e evidenciam um marcante frescor. 


Divulgação

Os Vinhos Verdes envelhecidos exibem uma cor dourada, com aromas de fruta mais madura como o marmelo, flor de laranjeira e mel. Na boca, temos mais complexidade e estrutura, um vinho mais redondo, gordo e persistente.

 

Os Vinhos Verdes rosés revelam uma cor levemente rosada ou carregada, dependendo da intenção do produtor e das uvas utilizadas. No nariz, sobressaem aromas de frutas vermelhas. Na boca, o frescor é marcante.

 

Os Vinhos Verdes tintos apresentam cor vermelha intensa, viva, aroma vinoso, com destaque para frutas silvestres. Na boca são frescos e intensos, muito gastronômicos. Dependendo da uva usada, podem ser mais abertos na cor e delicados no nariz e na boca.

 

CVRVV

 

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes é um organismo que tem por objetivo a representação dos interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) «Vinho Verde» e da Indicação Geográfica (IG) «Minho» e a defesa do patrimônio regional e nacional que constitui, revestindo, nesta qualidade, a forma jurídica de uma Associação Regional, Pessoa Coletiva de Direito Privado e Utilidade Pública, e durará por tempo indeterminado.  Ela está creditada pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC). 




Vinhos também são utilizados como ingredientes em inúmeros pratos. Confira essa receita de Macarrão ao Ragu de Linguiça Com Molho de Vinho Dom Bosco publicada aqui no Blog.

 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Drinks quentes à base de sake são solução para quem não quer abrir mão de um bom coquetel no inverno

Já pensou em degustar um bom drink quente? Especialmente para o inverno e em homenagem aos amantes de drinks, a Azuma Kirin separou uma seleção de coquetéis quentes à base de sake, já que é uma das poucas bebidas fermentadas que também dá para consumir quente sem perder o teor alcoólico. Confira!



Hot Lemon


30 ml de limão espremido

140ml de sake Azuma Kirin*

1 colher de mel

1 canela em pau

1 rodela de limão siciliano

Gengibre fresco


Modo de preparo

Coloque o suco de limão e o mel no copo. Aqueça o sake, mas cuidado para não ferver. Despeje o sake aquecido no copo e misture até o mel se dissolver. Decore com canela em pau e rodela de limão. Adicione fatias de gengibre a gosto.




Drink Sakente


740 ml de sake Azuma Kirin*

150 ml de água

1 maçã verde cortada em cubos

1 maçã vermelha cortada em cubos

150g de açúcar

Canela em pau e cravo-da-índia a gosto


Modo de preparo

Em uma panela, coloque o açúcar, o gengibre, a canela e o cravo a gosto. Quando o açúcar estiver começando a derreter, adicione a água e cozinhe em fogo baixo entre 5 à 10 minutos. Adicione o sake e deixe aquecer, mas cuidado para não ferver. Por fim, adicione a maçã e sirva.



Drink Sakentão


740 ml de sake Azuma Kirin*

150 ml de água

Casca de 2 laranjas (sem medula)

Casa de 1 limão (sem medula)

250g de açúcar

50g de gengibre picado

Canela em pau e cravo-da-índia a gosto

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o açúcar, as cascas de laranja e de limão, o gengibre, a canela e o cravo a gosto. Quando o açúcar estiver começando a derreter, adicione água e deixe cozinhar em fogo baixo de 5 a 10 minutos. Adicione o sake e deixe aquecer delicadamente, mas cuidado para não ferver


*O sake Guinjo ganhou, pelo segundo ano consecutivo, medalha de ouro no prêmio Monde Selection, que há 60 anos reúne especialistas internacionais para avaliarem e aprovarem a qualidade de produtos alimentícios, bebidas e cosméticos no mundo todo.

Se você é um apreciador de bebidas quentes, não pode deixar de ler a resenha sobre a
Cachaça 88 Viramel

terça-feira, 27 de abril de 2021

Estrogonofe Vegano de Couve-Flor

 A receita é da empresária Amélia Whitaker

Adoramos estrogonofe! Essa receita de origem russa sempre dá as caras no cardápio do brasileiro quando pensamos em saborear algo simples e gostoso. Pensando nisso, separamos a versão vegana para você reproduzir em casa. A super dica é substituir o leite animal pela bebida Original da A Tal da Castanha que é 100% natural, vegetal e que deixa qualquer receita mais saborosa. Confira o passo a passo.

Ingredientes do molho de estrogonofe:

Divulgação

·  1 Couve-flor;

·  1 cebola;

·  2 colheres (sopa) de pasta de amendoim;

·  3 dentes de alho;

·  2 colheres (sopa) de farinha de mandioca torrada;

·  2 xícaras da bebida vegetal Original da A Tal da Castanha;

·  1 colher (sopa) de ketchup;

·  1 colher (chá) mostarda em pó;

·  1 colher (chá) de páprica picante;

·  Óleo de coco a gosto.

Modo de preparo do molho:

Em uma panela doure o alho com uma colher de óleo de coco e, depois, acrescente a cebola picada. Em seguida, coloque a pasta de amendoim, a farinha de mandioca e vá adicionando a bebida vegetal aos poucos. Mexa até engrossar. Bata no processador, volte para a panela e adicione os demais ingredientes.

Modo de preparo da couve-flor:

Cozinhe no vapor, mas por pouco tempo, para ficar com consistência firme. Em seguida, corte em pedaços pequenos e adicione o molho.

 

Para quem gosta da culinária vegana, o Blog já publicou uma receita de FeijoadaMas, para quem não abre mão de um Estrogonofe tradicional, publicamos uma receita com frango imperdível! 


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Pudim de milho com calda de laranja é opção de sobremesa para comemorar o Dia Mundial do Milho

 

Divulgação/Divino Fogão

Em 24 de abril é celebrado o Dia Mundial do Milho. Para comemorar a data, o Divino Fogão, rede de restaurantes de comida da fazenda com 170 unidades, ensina como preparar uma receita diferente de sobremesa: o pudim de milho verde com calda de laranja.

PUDIM DE MILHO COM CALDA DE LARANJA

Ingredientes
2 latas de milho verde
400ml de leite
1 lata de leite condensado
4 ovos
1 lata de creme de leite
1 xícara de açúcar
1 colher (sopa) de margarina
200ml de suco de laranja
1 gema
1 colher (sopa) maisena

Modo de preparo
Despeje no liquidificador o milho e bata com o leite até homogeneizar. Acrescente o leite condensado, os ovos, o creme de leite e o açúcar até ficar homogêneo. Despeje em uma forma de pudim de 24 cm de diâmetro untada e polvilhada com açúcar. Leve ao forno médio, preaquecido, em banho-maria, por 1 hora e 10 minutos. Deixe esfriar e leve à geladeira por 4 horas.
Em uma panela, dissolva a maisena no suco de laranja, misture a gema, o açúcar e leve ao fogo baixo, mexendo até engrossar. Deixe esfriar coberto com um filme plástico e reserve na geladeira. Desenforme o pudim e decore com a calda de laranja.

Tempo de preparo: 80 minutos

Rendimento: 1 unidade

Fonte: Divino Fogão – 
www.divinofogao.com.br

 

Tudo que é feito com milho é muito bom. Então, veja aqui no Blog duas receitas práticas de pamonha e curau. Você vai se deliciar!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Mignon Suíno ao Molho Demi Glace

 Receita de Gio Mazzer, consultora Sabor das Índias

Consultora da marca Sabor das Ìndias, a Gio Mazzer trabalha muito a questão da cozinha descomplicada e sofisticada. Ela apresenta pratos de fácil execução, sempre abordando o conceito de "mesa posta", prezando pelos detalhes e carinho de toda a execução do prato até a sua finalização. Seu gosto estético é impecável e tato incrível para receitas. Mora em Cerquilho/SP, é mãe de Guto, percebe que a maternidade requer esforços e tudo fica melhor com dicas fáceis e ágeis. Além de trazer aqueles sofisticados drinks para relaxar aos finais de semana junto a família. 


Receita de Mignon Suíno ao Molho Demi Glace

Mignon suíno ao molho demi glace
Gio Mazzer

 

Para a marinada

500g de mingon suíno

1 limão Tahiti

3 dentes de alho

Raminhos de alecrim

1 colher (café) de páprica picante

1 colher (sobremesa) de sal

250ml de água filtrada

 

Para o molho “demi glace”

1/2 xícara (chá) de aceto balsâmico (vinagre balsâmico)
1 xícara (chá) de chutney de pimenta e abacaxi

 

Modo de fazer

Coloque num recipiente, com tampa, a carne e todos os ingredientes da marinada. Tampe e leve à geladeira por pelo menos 12h antes do preparo.
Retire a carne da geladeira 30 minutos antes de começar a fritar. Aqueça uma frigideira, coloque um fio generoso de azeite e coloque os filés para dourar. Vire e comece a acrescentar a água da marinada aos poucos. Conforme for secando, vá adicionando mais “caldo”. O processo dura em torno de 15 a 20 minutos. É importante a carne estar bem cozida. Quando terminar, retire os filés da frigideira e na mesma frigideira acrescente o aceto balsâmico, quando começar a ferver, adicione o chutney e misture bem até ficar homogêneo, quando encorpar, desligue o fogo e sirva imediatamente sobre a carne!



Filé mignon ao molho de mostarda e café é outra receita incrível publicada aqui no Blog. Vale a pena experimentar!

terça-feira, 20 de abril de 2021

Arquiteta dá dicas para superar dificuldades com home office e homeschooling em apartamentos compactos

Especialista aponta estratégias viáveis para uso dos espaços da casa em tempos de atividades remotas

Cenas de crianças aparecendo no meio da reunião virtual ou irmãos disputando espaço durante uma aula on-line se tornaram corriqueiras durante a pandemia da Covid-19, que já dura mais de um ano. Diante de tantos obstáculos existentes, a frase “fique em casa” ainda não tem prazo para terminar. Quando existe um espaço para cada membro da família, a situação fica mais fácil de ser resolvida. Mas, como distribuir várias pessoas em um espaço menor como dos apartamentos compactos?

Segundo a arquiteta Cristina Cardoso, responsável pelos apartamentos decorados da construtora Yticon, é possível recorrer a algumas estratégias (permanentes ou paliativas) para viver em harmonia familiar em apartamentos com menos de 50 metros quadrados. “De um dia para outro tivemos que reestruturar nossas rotinas e nossas casas, seja para o trabalho ou estudos. Não é todo mundo que pode realizar grandes investimentos em móveis planejados ou reformas maiores sem ter previsão no orçamento. Então, o jeito é recorrer à criatividade para garantir um pouco mais de privacidade nesses tempos de atividades remotas”, diz.

Estudos em casa

Beliche em "L" possibilita aproveitamento
 de espaço em quarto dos filhos
R.R. Rufino/ Divulgação

Para as crianças e adolescentes, ela indica um espaço determinado para estudar, que seja livre de circulação de pessoas ou de distrações, como a televisão ou brinquedos. “Mesmo antes da pandemia, já recomendava aos pais que estabelecessem um local de estudos no próprio quarto ou num cômodo específico. O ideal é ter, pelo menos, uma bancada e uma cadeira confortável", destaca.

Em quarto dividido entre irmãos, a sugestão da especialista é o beliche em formato “L”, ou a cama na parte superior da parede, pois dessa forma é possível aproveitar mais o espaço que fica abaixo da cama, como no caso do empreendimento Solar di Ravello, de 44 metros quadrados. “Este espaço pode ser utilizado tanto para os estudos como para lazer.”

Para ajudar no ensino das atividades escolares, ela recomenda a aplicação de tinta em uma parte da parede, adesivos específicos ou vidro para ser usado como lousa. “Esta é uma alternativa extremamente em conta que ajuda pais e filhos na hora das lições e para tirar dúvidas”, exemplifica. Este espaço, inclusive, pode ser usado como quadro de avisos com a rotina. “Pode ser um simples pedaço de cartolina, em que são estabelecidas atividades e horários.”

Móveis multifuncionais e retráteis

No quesito aproveitamento de espaços, ela pontua que existem outras ideias, desde uso total das paredes até  partes de trás das portas. “Se não há possibilidade de fazer mais armários, prateleiras suspensas podem substituir esse móvel. Caixas grandes também podem ser usadas para guardar objetos embaixo da cama. Dessa forma, é possível utilizar algum espaço do quarto para colocar uma mesa dobrável, que fica recolhida nos momentos de circulação e montada na hora do trabalho ou estudo”, explica a arquiteta.

Segundo ela existem vários tipos de mesa retrátil ou dobrável, desde as que são fixas nas paredes, até as que são embutidas nos móveis. “Tudo vai depender da possibilidade de investimento financeiro e, claro, um pouco de criatividade.” Há modelos que são portas de armários e, quando puxadas, viram uma bancada; outras ficam guardadas em gavetas e seguem o mesmo princípio. Estes modelos, no entanto, são feitos sob medida.

Quarto adulto

Bancada ao lado da cama pode
 ser usada como penteadeira e mesa de trabalho

Já no quarto adulto, Cristina sugere a troca de uma das mesas de cabeceira por uma mesa de apoio. “Esse móvel, quando bem utilizado, pode ser uma penteadeira e uma mesa de trabalho. É uma alternativa com dupla funcionalidade, viável financeiramente, e que ajuda quem precisa de mais privacidade na casa”, ressalta.

Para quem não pode investir no móvel, ela ainda apresenta outra possibilidade, como o uso de uma mesa móvel, com base metálica, que pode ser usada na cama ou no sofá.

“Neste caso, estamos falando de uma possibilidade para ocasiões rápidas, emergenciais, e não para trabalhar o dia todo, pois não tem ergonomia adequada”, lembra.

Uso compartilhado do ambiente

Quem precisa dividir um cômodo com outra pessoa, como uma sala de jantar, por exemplo, as alternativas ficam mais restritas, mas podem ajudar a minimizar o impacto visual. “Existem biombos retráteis que simulam paredes ou divisórias da casa, alguns até com modelos retrôs. Neste acessório, não há um isolamento acústico, mas permite mais privacidade aos outros moradores da casa enquanto a câmera do computador estiver aberta ou, ainda, diminuir as distrações de movimentação das pessoas”, diz a arquiteta. 

Outra alternativa viável e barata é a instalação de cortinas ou portas de correr. As cortinas podem ser colocadas com o sistema de trilho ou um simples varão. “Esta ideia também pode ser usada para quem precisa de um fundo neutro para a realização de lives, por exemplo”, pontua. Já para melhorar o isolamento acústico, ela sugere vedação de portas e janelas com fitas e borrachas amortecedoras, materiais que são acessíveis e fáceis de serem aplicados. 

Já se o uso da mesa ou bancada for compartilhado, ou seja, duas pessoas usando o móvel ao mesmo tempo, a saída é ter muita organização e delimitação de espaço. Isso pode ser feito com uso de objetos simples de papelaria e escritório, como porta-canetas, blocos, escaninho, porta-livros. Esses acessórios podem ser feitos artesanalmente ou com reaproveitamento de materiais, como caixas e potes de plástico.

Ideias fáceis e econômicas

Mesa móvel permite trabalho
em diversos cômodos da casa
R.R. Rufino/ Divulgação

Em quartos usados como quarto de visitas, a arquiteta aponta possibilidades de adaptação. “Se há uma cama, o uso de almofadas como encosto já diminui a sensação de um quarto, pois fica mais parecido com um sofá e o ambiente se torna mais impessoal”, aponta. 

Outra medida simples e barata é o investimento em iluminação. “A luz possui grande influência sobre o despertar de nossos corpos. Quanto mais branca a iluminação, melhor para um ambiente de trabalho ou estudo. Se este espaço é multiuso, um pendente, luminária ou filetes de LED acima da bancada ajudam muito, seja como peça decorativa, mas, principalmente, funcional”, aconselha Cristina.

Aqui no Blog, você também pode ler sobre como usar a cortiça na decoração e nos objetos. Confira!

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os "pobres" proprietários que participam de ‘Ame-a ou Deixe-a Vancouver’

Assistir alguns programas de reforma e decoração pode se tornar um vício, em minha opção, e eu já fiquei viciada em  c, apresentado pelos simpáticos apresentadores Jillian Harris e ‎Todd Talbot, exibido no canal pago Discovery Home & Health. Eles estão sempre sorridentes, são bem-humorados e elegantes. 



Ao longo das temporadas, Jillian teve seus dois filhos. Então, é comum vê-la grávida em vários episódios e até mesmo seu marido Justin Pasutto trabalha no programa como o empreiteiro que gerencia a reforma. Apesar de Todd falar da família e das crianças, só me lembro de ter visto um dos filhos dele uma vez.  

No programa, Jillian tenta convencer os moradores a ficarem na casa após uma reforma cheia de desafios, enquanto Todd procura novas propriedades para o casal comprar. No fim, os moradores precisam resolver se ficam na casa ou adquirem uma outra residência.

Meu vício no programa não me impede de ver o triste situação #sqn dos moradores que participam pois, apesar deles reclamarem, todas as casas que possuem costumam ser grandes, com metragem que varia de 120 a 250m², algumas até com sótão e porão habitáveis e que só precisam mesmo de um reforma. É muito fácil perceber que muitas dessas famílias já são proprietárias de "casas dos sonhos", do que no Brasil são moradias de classe média alta, mas estão insatisfeitos.



Muitos dos participantes cometem erros e são mesmo desorganizados, mas transferem o problema para as casas. Interessante ver ainda que eles "culpam" e se "revoltam" com Jillian quando ela esbarra com problemas estruturais que precisam ser resolvidos, o que inclui obras como a troca do telhado ou atualização da parte elétrica. A solução dos problemas impacta no orçamento e na necessidade de abrir mão de partes da reforma. Alguns só faltam sapatear.

Eu costumo sentar, assistir, rir e resmungar com orçamentos de reformas de 150 a 170 mil dólares ou de compras de casas na faixa dos 2 milhões de dólares. O pedido de um closet enorme, do banheiro com pia dupla, a tal cozinha em conceito aberto e com uma linda ilha. E as paredes de drywall que vão rapidinho ao chão. 

Todos querem um projeto moderno para a família. Me pergunto, em várias ocasiões, como os pais vão manter os sofás brancos, quando a família tem crianças pequenas. Deveria ter o pós-reforma para vermos como ficou a casa reformada e mobiliada alguns meses depois. 

‘Ame-a ou Deixe-a Vancouver’ coloca em cena as reclamações dos novos ricos e emergentes do Canadá, um outro padrão de consumo. Você já assistiu algum episódio? Conta o que acha e a razão de assistir.