sexta-feira, 3 de março de 2017

Dor de ouvido em bebês pode ser prevenida – saiba como!

Recém-nascidos também podem ter dor de ouvido e para as mamães, principalmente as de primeira viagem, é muito difícil identificar o que o bebê está sentindo. Deve-se suspeitar da dor de ouvido quando a criança chora ao mamar ou ao se alimentar, pois o ato de deglutir acaba intensificando a dor.

Como detectar a dor de ouvido: A Dra. Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista e especialista em Otoneurologia, Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, aconselha fazer uma pressão no “Tragus” – pequena cartilagem um pouco acima do lóbulo da orelha, que fica à frente do canal do ouvido. “Observe a reação da criança. Em caso de choro, repulsa e desconforto visível ao toque e ou à pressão, reforça-se a suspeita”, explica a médica. Nesse caso, um especialista em Otorrinolaringologia ou um serviço de pronto atendimento deve ser procurado pelos pais. 

Prevenção: Algumas vezes, a dor de ouvido em bebês decorre do hábito de mamar deitado. “A criança nasce com a Tuba de Estáquio (estrutura cilíndrica que lembra um canudo e que comunica ouvido e nariz) muito pouco angulada. Isso favorece que alimentos e secreções possam regurgitar do fundo da garganta e do nariz para os ouvidos. Com o crescimento da cabeça e da face, a Tuba de Estáquio passa aos poucos a ocupar posição mais vertical, o que minimiza esta possibilidade”, comenta Dra. Jeanne. "Para prevenir, o lactente, bebê ou criança pode mamar na posição inclinada, com a cabeça e o tronco apoiados no braço da mãe. Em caso de crianças maiores, estas devem mamar sentadas mesmo", completa a médica. 

Outra causa importante de dor de ouvido, segundo a especialista, é a utilização de hastes flexíveis, mais conhecidas como cotonetes, em especial em situação de umidade da pele do canal do ouvido, por exemplo, após o banho. “O cotonete, ao ser introduzido no canal do ouvido, causa uma fricção local da pele, desloca e retira a camada gordurosa protetora (produzida pelas glândulas ceruminosas, o cerume), gera microfissuras na pele, que podem ser porta de entrada para infecções por bactérias, fungos e vírus. Caso tenha curiosidade é só olhar a mensagem de alerta no verso da caixa (“NÃO INTRODUZA A HASTE NO CANAL DO OUVIDO”)”, alerta Dra. Jeanne.

A água que entra nos ouvidos sai e ou evapora espontaneamente, não se faz necessário enxugar. "A pele do canal do ouvido possui uma camada de revestimento gordurosa produzida por glândulas locais, chamadas glândulas ceruminosas. Esta camada reduz o contato da água com a pele. Além disto, o canal do ouvido é vedado por dentro por uma membrana. Esta membrana impede que a água entre na porção mais interna do ouvido", esclarece a especialista. Ao usar a haste flexível de algodão corre-se risco de remover esta camada protetora gordurosa da pele, e aí sim, criar uma porta de entrada para bactérias, vírus, fungos e infecções locais. Se for premente secar o ouvido pode-se pingar uma gota de vinagre incolor no ouvido, mas esta não deve ser a rotina, é para casos excepcionais, em que a ajuda médica encontra-se indisponível. 


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