quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Conheça os cuidados essenciais para uma gestação depois da cirurgia bariátrica


Tem sido cada vez mais expressivo o número de pacientes que recorrem à cirurgia bariátrica e engravidam depois do procedimento. Este é um fato importante, tendo em vista que mais de 80% das cirurgias bariátricas são realizadas em mulheres, que estão em plena idade fértil. Os benefícios do procedimento são muitos e amplamente conhecidos, no entanto, os obstetras devem ficar atentos a possíveis complicações neste grupo de pacientes.

O cirurgião-geral do Hospital e Maternidade Santa Joana, Dr. Sérgio Lucchesi, explica que embora o procedimento cirúrgico seja muito seguro atualmente e realizado por via laparoscópica, na maioria das vezes, existem as chamadas complicações tardias da cirurgia. ‘’A mais grave é a torção do mesentério. Com a demora do diagnóstico, o intestino poderá sofrer uma isquemia que, senão operada a tempo, pode levar a situações graves’’, afirma o cirurgião.

Diante desses casos, pacientes e obstetras devem ficar atentos aos sintomas de uma possível complicação. ‘’Os mais frequentes são dores e distensões abdominais, além de vômitos. Em geral, após os quatro meses de gestação, quando o útero já está bastante aumentado e pode pressionar outros órgãos internos’’, diz o profissional.

A atenção deve ser redobrada, pois esse tipo de complicação não aparece no exame de ultrassonografia, apenas em exames de raios-X ou tomografia, que não são aconselhados durante a gestação. Diante isso, o método diagnóstico mais indicado é a ressonância magnética com o elemento químico chamado gadolínio, que representa menos risco, por conta da menor radiação. 

Para evitar essas complicações durante a gestação, o especialista recomenda que a mulher espere pelo menos 18 meses após a cirurgia bariátrica antes de tentar uma gestação. Nesse grupo de pacientes, a perda de peso é bastante expressiva, às vezes superando uma redução de 40kg a 50kg. ‘’Esse quadro pode levar à desnutrição. É comum que essas mulheres apresentem falta de proteínas, de vitaminas, de ácido fólico e isso pode prejudicar a saúde dela e a do bebê, se a gravidez ocorrer logo após a cirurgia. Esta é uma orientação importante que os obstetras devem transmitir a essas pacientes’’, finaliza o médico.


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