segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Perda de memória nem sempre significa Doença de Alzheimer


Este post foi escrito para celebrar o Dia Nacional do Idoso, com informações que ajudam a melhorar a qualidade de vida desta parcela da população. Os problemas relacionados à memória têm sido cada vez mais constantes, devido ao envelhecimento da população brasileira,  a partir do aumento da expectava de vida. Este processo de envelhecimento pode ocasionar várias alterações na saúde, que merecem atenção. É o caso da perda de memória que, segundo o coordenador do Centro de Atenção à Memória do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Renato Anghinah, nem sempre significa que o idoso sofre  de Doença de Alzheimer, isso porque existem diversas as alterações neurológicas que comprometem a memória.

Os diagnósticos possíveis em distúrbios de memória podem ter causas primárias, como – sim - a doença de Alzheimer, demência por corpos de Lewy, demência Fronto-Temporal e causas secundárias, como causas vasculares, endócrinas, hematoma subdural, metabólica, tóxica, infecciosa (HIV, PRION, LUES), hidrocefalia de pressão normal, depressão e distúrbio do sono.

Entretanto, Dr. 
Anghinah faz um alerta: "os distúrbios de memória não atingem somente as pessoas idosas. Eles podem se manifestar também em adultos jovens e jovens, incluindo sequelas em pessoas que sofreram algum acidente ou trauma. Também, com a vida agitada, muitos jovens apresentam problemas na memória por conta de estresse, depressão, problemas metabólicos, sem contar o histórico genético. Quanto antes for detectada qualquer alteração, maiores são as chances de interagir com a equipe médica e otimizar os resultados das ações e  tratamentos propostos”, explica o neurologista.

De acordo com o especialista, há diversas formas de manifestação dos distúrbios da memória e, por isso, é extremamente importante a investigação e a realização de exames clínicos e de imagem, para um diagnóstico preciso, que garantirá melhores resultados no tratamento que for aplicado.

Quando prestar atenção – Renato Anghinah destaca alguns sinais de falha de memória que merecem atenção. Os sinais moderado e maior justificam a procura de auxílio médico.

 Sinais de pouco alerta:
ü  lapsos de memória esporádicos;
ü  falhas de memória em vigência de quadros como:  gripes e resfriados; cansaço justificado (noite mal dormida, Jet lag); estresse pontual e passageiro; sobrecarga de trabalho eventual.

Sinais de alerta moderado:
ü  lapsos de memória frequentes;
ü  falhas de memória que afetam compromissos;
ü  demora para recordar onde colocou algum objeto;
ü  cansaço aparentemente não justificado (sono diurno);
ü  situação de estresse frequente;
ü  limiar baixo para o estresse;
ü  ansiedade frequente;
ü  falta de concentração;
ü  dificuldade para memorizar conteúdo de textos lidos ou programas assistidos;
ü  dificuldade para aprender/estudar.

Sinais de alerta maior:
ü  lapsos de memória MUITO frequentes;
ü  falhas de memória que afetam a vida diária (esquece compromissos, perde objetos, esquece de pagar contas);
ü  cansaço e falta de vontade/motivação (sono diurno sem controle);
ü  situação de estresse permanente;
ü  limiar baixo para o estresse com irritabilidade;
ü  ansiedade permanente;
ü  quadros confusos, alterações de memória e outras funções cognitivas (cálculo, linguagem, dificuldade para realizar tarefas e/ou tomar decisões).


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