sexta-feira, 8 de julho de 2022

Série da Netflix: Anatomia de um Escândalo e o estilo inglês

Resolvi escrever agora minha rápida resenha sobre a série Anatomia de Um Escândalo, da Netflix, para aproveitar o clima de escândalo que ronda a renúncia do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Jonhson. Por que fiz essa relação? 

Porque o enredo da série de tribunal conta a história do aristocrático deputado e ministro inglês James Whitehouse (Rupert Friend) que é acusado de estupro por sua jovem amante Olivia (Naomi Scott), que também é uma de suas assessoras do gabinete (o sobrenome do ministro alude a Casa Branca e sempre lembro das aventuras do ex-presidente norte-americano Bill Clinton). A série é baseada em um romance escrito por Sarah Vaughan. A primeira e única temporada (até o momento) tem 6 episódios e foi gravada em 2021.

Olivia (Naomi Scott)

James Whitehouse é um homem elegante, bonito e ambicioso, que começa a série revelando à Sophie Whitehouse (Sienna Miller), sua esposa e mãe de seus dois filhos, de que tivera um caso "sem importância" e pede a compreensão da mulher ao seu deslize. 

A denúncia de estupro coloca o caso, que poderia ser abafado e ser de conhecimento apenas dos dois, nos holofotes da imprensa e do Parlamento,  com cobranças para que o Primeiro-ministro se afaste de James (mas, existem segredos no passado dos 2, que impedem esta decisão).  

Sophie (Sienna Miller) 

Por um lado, Sophie quer manter a família unida e o casamento, mas ter de ir ao julgamento do marido e ouvir os depoimentos sobre as relações sexuais entre os amantes a deixa ansiosa, pensativa e em dúvida sobre a melhor decisão, à medida que as sessões avançam.

James Whitehouse (Rupert Friend)

Anatomia de Um Escândalo coloca em evidência os rituais ingleses na corte, no parlamento e no casamento. Traz discussões sobre falar a verdade (James não tem receio em mentir no tribunal), esconder acontecimentos do passado, sobre consentimento nas relações sexuais e expectativas (muitos esperam que Sophie não se separe, inclusive a esnobe mãe de James). 

Outra personagem-chave da história é a promotora Kate Woodcroft (Michelle Dockery), que também tem um segredo da época em que estudou na prestigiada Universidade de Oxford e cujo nome anterior era Holly Berry - um acontecimento que envolve James Whitehouse e que Sophie vai descobrir. 

Kate Woodcroft (Michelle Dockery)

A série não tem cenas muito dramáticas. Vê-los discutindo o conceito de estupro chega a ser engraçado. 
 
Como termina o julgamento de James? Não costumo contar os finais das séries aqui no meu blog. Vai precisar assistir! 

Aproveite e confira o post sobre o universo do Reino Unido da série The Crown:

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