terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Espumante, champagne ou prosecco: quais as diferenças entre eles?

Quando se pensa em comemorações de final de ano (e em outra ocasiões), o espumante é uma bebida sempre bem-vinda. Champagne e Prosecco também são outras opções deliciosas. Mas, quais as diferenças entre eles? Para falar sobre o assunto, o blog entrevistou a sommelière Érika Líbero. Tirei todas as minhas dúvidas e espero que goste das dicas!  É comum ouvir “vou tomar UMA espumante”, mas o correto é UM espumante, substantivo masculino.



Quais as diferenças entre espumante, prosecco, champagne e vinho frisante?

O espumante é um tipo de vinho e geralmente é feito em duas etapas: a primeira etapa é a elaboração do vinho base, um vinho branco ou rosé. A segunda etapa é para a formação do gás carbônico, aquelas bolhas que ficam no espumante, também chamada de perlage.

O champagne é o espumante feito na região de Champagne, na França, com as uvas permitidas em Champagne: Chardonnay, Pinot Noir e Meunier. A Vinícola Peterlongo, localizada no Rio Grande do Sul, é a única vinícola brasileira que possui um espumante que pode ser chamado de Champanhe. O Recurso Extraordinário 78.835 concedeu de maneira irrevogável o direito do uso do termo Champagne em alguns de seus rótulos.

O prosecco é o espumante feito no Vêneto, na Itália, com a uva Glera, que antigamente era chamada de Prosecco.

Apesar de ter gás carbônico, o vinho frisante não é considerado espumante, porque possui a pressão da garrafa menor e características sensoriais diferentes na comparação com um espumante.

Quais as uvas mais usadas para fabricação de um espumante?

As principais uvas para a elaboração de espumantes são Pinot Noir e Chardonnay. Praticamente todos os países produtores de espumantes elaboram com essas duas uvas. Para o espumante Moscatel, a uva utilizada é a Moscato.



Quais as diferenças na produção que definem se o espumante é brut, sec ou demi-sec ou doce?

Os espumantes são classificados pelo seu nível de açúcar que pode ser da própria uva ou adicionado.

Nature: até 3g

Extra–brut: superior a 3g e até 8g

Brut: superior a 8g e até 15g

Sec: superior a 15g e até 20g

Demi-sec superior a 20 e até 60g

Doce: superior a 60g


Quais são os métodos de produção de espumantes e como isso influencia no sabor?

Existem basicamente três métodos para elaborar um espumante: Tradicional, Charmat e Asti.

Método Tradicional

Também conhecido como método champenoise ou clássico, a segunda fermentação ocorre na garrafa. É o método usado para elaborar o Champagne (França), o Franciacorta (Itália) e o Cava (Espanha). Espumantes elaborados pelo método tradicional, em geral, são mais estruturados e cremosos. Ótimos para harmonizar pratos com mais estrutura, como peixes, aves e até uma feijoada.


Método Charmat

A segunda fermentação ocorre em tanques de inox. É um processo mais moderno e mais barato que o tradicional. Por isso, é possível encontrar espumantes com preços mais acessíveis em relação ao método tradicional. Os espumantes feitos pelo método Charmat são mais leves, frescos e frutados. Acompanham bem pratos leves, entradas, tábua de queijos e frios.

Método Asti: uma única fermentação

O método Asti é uma variação do método Charmat. Consiste em uma única fermentação, gerando álcool e gás carbônico de uma só vez em tanques de inox. É o método usado para elaborar o Spumanti d’Asti (Itália) e o famoso Moscatel. São espumantes doces e com teor alcoólico mais baixo, excelentes opções para acompanhar bolos, tortas e sobremesas à base de frutas e cremes.



Assim como o vinho, o espumante precisa envelhecer ou perde o gás com o tempo?

A maioria dos espumantes já chega no mercado prontos para consumo e em geral são consumidos jovens. A rolha armazena bem o gás carbônico dos espumantes, mas, após aberto, o gás se perde rapidamente e recomenda-se o consumo imediato.


Quais as dicas na hora de gelar e servir?

Espumantes devem ser servidos gelados. Deixe pelo menos por 2h30 na geladeira ou uma hora no balde de gelo. Durante o serviço, mantenha no gelo para a bebida não esquentar.  É preciso cuidado ao abrir a garrafa, pois a pressão do espumante é alta. Segure a rolha para evitar que machuque as pessoas ou quebre objetos.

A taça mais indicada para servir o espumante é a flüte, mais alta e estreita, para manter o gás carbônico. Caso não tenha, não se preocupe, utilize a taça de vinho, mas sirva em pequenas quantidades.



Os espumantes produzidos no Brasil são bons?

Os espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo. Pode comprar sem medo! Há espumantes de todos os métodos, todos os teores de açúcar e todas as cores. Recebem vários prêmios mundiais e são elogiados mundo afora. Se tiver dúvidas na hora de escolher, procure por regiões de destaque na produção de espumantes do Brasil. Garibaldi (RS) é conhecida como a capital nacional do espumante. Farroupilha (RS) é a capital nacional do Moscatel. A Região do Vale do Rio São Francisco produz excelentes espumantes.
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A escritora desse blog (euzinha), particularmente, gosto de bebidas mais doces, por isso sou fã de espumante moscatel e também das versões rosé.

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