segunda-feira, 31 de maio de 2021

Descubra como as hamburguerias sobreviveram durante a pandemia no Brasil

 


Dados fazem parte de um recorte da pesquisa realizada pela ANR, Galunion e IFB

Uma das carnes mais populares no mundo ganhou diferentes versões ao longo dos anos, como de frango, vegetariano, de linguiça e nas versões feitas 100% plant-based. A Galunion Consultoria, especializada no mercado Food Service, fez um recorte da pesquisa realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em parceria com o Instituto Foodservice Brasil (IFB), para mostrar como está a situação deste tipo de restaurante no Brasil.

Foram ouvidas 60 hamburguerias e sanduicherias, localizadas em diferentes estados brasileiros, com destaque para a atuação em São Paulo e no Rio de Janeiro. Dessas, 60% contam com apenas uma unidade e 44 são restaurantes que prestam serviço rápido, como fast food, fast casual, lanchonetes e cafeterias. Além disso, predomina as operações em lojas de rua, que representam 80% dos negócios ouvidos. Com um tipo de oferta que casa muito bem com o serviço de entrega, 97% das empresas respondentes operam por meio de delivery, que virou uma das alternativas para manter o faturamento durante os períodos de fechando das unidades, devido à pandemia.

Com um mix maior de produtos, que confere entrega rápida e proporciona a opção da compra por combos, 36,7% das hamburguerias ouvidas já estão com faturamento igual ou superior se comparado a antes da pandemia, e somente 28,4% segue com faturamento reduzido, mais do que 50% com relação à antes da pandemia. Para sobreviver no mercado, algumas empresas tiveram que desligar os funcionários. Os negócios que atuam neste segmento chegaram a demitir 10% dos colaboradores. Mesmo assim, 58% revelam que não terão recursos para uma nova restrição de funcionamento, caso haja uma terceira onda. Outros dados apontam como está a situação financeira e mostram que 40% dos ouvidos estão com dívidas e que em 78% dos casos, essa dívida representa entre um e seis meses do faturamento anual.

“Vimos que a dark kitchen foi uma das alternativas encontrada para quem almejava aumentar o faturamento tendo baixo investimento. Apesar de 53% ainda não adotarem uma dark ou cloud kitchens, 10% revelam que passaram a atuar neste novo nicho de mercado, 13% já faziam, e outros 15% dizem que irão adotar nos próximos dois meses. Essa é uma tendência que está em alta não apenas no segmento de hamburgueria, mas em outras áreas do Food Service. Quem investe neste modelo de negócio consegue aproveitar o tempo ocioso da cozinha e disponibilizar variados tipos de gastronomia por meio do delivery, por exemplo”, explica Galante.

As hamburguerias também tiveram uma outra grande sacada em meio a pandemia que foi oferecer refeições tamanho família, dos entrevistados 28% adotaram esta estratégia, sendo que outros 28% já faziam e 14% planejam colocar essa questão em prática nos próximos dois meses. Há outras mudanças que as marcas se mostraram dispostas em promover. Por exemplo, 78% querem incentivar produtos com maior lucratividade, 77% têm como meta reduzir os desperdícios, 67% irão renegociar preços e trocar fornecedores, quesito que está estatisticamente empatado com fazer mais promoções, combos e lançar produtos, com 65%. Diante disso, nota-se que há uma gama de oportunidades e melhorias, tanto operacionais quanto de gestão, para que as hamburguerias consigam conquistar mais clientes, aumentar as vendas e ter uma rentabilidade melhor.

“O consumo de produtos plant-based, que preza pela substituição de alimentos de origem animal por alternativas vegetais, foi uma das oportunidades encontradas durante este período. Alavancado pela tecnologia, o movimento ganhou força. 33% dos consumidores afirmam que as novidades apresentadas por produtos deste tipo são uma tendência. O destaque nesta área é que muitas propostas buscam uma composição que traga o sabor, aroma e textura característicos da proteína animal. Além do já conhecido hambúrguer, presente no varejo e redes de fast food, tem chegado ao mercado opções como patties de hambúrguer, almôndegas, linguiças e, em breve, até aves, peixes e ovos”, finaliza a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante.

Para quem aprecia este famoso lanche, aqui tem receitas de dar água na boca. Confira!

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Opinião: Masterchef Estados Unidos, final da 10ª temporada

Resolvi começar a escrever este post enquanto estou assistindo ao episódio final da décima temporada do Masterchef USA, popular programa de culinária da Fox, que foi ao ar lá em setembro de 2019, cujo elenco trouxe o apresentador Gordon Ramsay e os juízes Aarón Sanchez, com seu toque latino; e Joe Bastianich, mais charmoso e elegante com suas raízes culinárias italianas. Se você não assistiu à temporada, saiba que aqui eu falo o nome do ganhador, certo?

No Brasil, eu assisti a 10ª temporada no Discovery Home & Health às sextas à noite, uma opção para tempo de reclusão com a pandemia. Por estar há 10 anos no ar, Gordon fazia questão de a cada episódio dizer que era a melhor temporada de todos os tempos mas, em minha opinião, não é (mesmo vendo à distância e sem eu ter assistido a todas as temporadas). Uma das que eu trago na memória temporada 5, cuja ganhadora foi a participante Courtney Lapresi - que tinha um temperamento apimentado. 

Os participantes da 10ª temporada trouxeram mais receitas caseiras do que vi em outras temporadas. Será sinal de uma mudança em busca de receitas caseiras, mais afetivas e da chamada comfort food? Vale esperar começar a 11ª temporada.

Bora falar um pouco de como foi a final, que reuniu Sarah Faherty, de San Diego, uma soldado com um marido sommelier; Dorian Hunter, Cartersville (Geórgia), com seu jeito de mãe e esposa; e Nick DiGiovanni, de Rhode Island, um estudante que mudou a escolha profissional e conta com a apoio da família para seguir a carreira de chef. Creio pela performance geral, os três que chegaram à final (foto) tiveram mesmo os melhores desempenhos. O programa não teve aquele candidato que se destacasse dos demais.  




As duas primeiras rodadas contaram com pratos dos 2, sendo que Nick não fez a rodada da sobremesa, pois foi cortado ao fazer um prato com peixe que ficou cru. Assim, na hora de fazerem a sobremesa, a disputa ficou entre duas mulheres: Sarah e Dorian (valorização da mulher como chef?). E a vencedora foi... 

Quem ganhou os US$ 250.000 foi a sorridente e chorona Dorian Hunter, com um menu que incluía vieiras marinhas com tuille de fubá, purê de milho doce e acelga suíça em conserva de entrada; maçã defumada costela curta com batata e gratinado de rabanete como prato principal; e uma sobremesa de torta de mirtilo de limão com recheio de mirtilo e cream cheese, merengue tostado e crosta de nozes. Junto com o prêmio em dinheiro, ela ganhou a oportunidade de estagiar nos restaurantes de Ramsay, Sanchez e Bastianich.

Dorian foi a primeira mulher negra a ganhar o Masterchet (será influência do Black Lives Matter?) e foi também a mais velha (valorização da experiência e do girl power?). 

O programa teve muita camaradagem entre os participantes, de forma geral. Quem mais sofreu críticas foi o candidato de indiano radicado nos Estados Unidos, Subha Ramiah, que ficou entre os Top 6 - realmente ele era atrapalhado na cozinha.


Você tem algum ganhador preferido das edições anteriores do Masterchef EUA? Deixe seu comentário. 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Cinco sintomas vasculares que podem estar presentes nos pacientes com Covid-19


Médico especializado em cirurgia vascular e endovascular alerta para uma série de sinais não-respiratórios que devem receber atenção especial

Não são apenas os sintomas clássicos das doenças respiratórias que podem ser associados ao covid-19. Cientistas descobriram recentemente que a doença possui impacto vascular significativo no organismo por causar lesão endotelial, que é a camada interna do vaso. "Esta lesão pode causar dissecção deste vaso, inflamação do endotélio com comprometimento da circulação, tromboembolismo arterial e venoso, alteração da microcirculação e, consequentemente uma repercussão em todo o organismo", explica o médico Dr. Josualdo Euzébio da Silva, especialista em cirurgia vascular e endovascular.

Segundo ele, a comunidade médica tem observado alterações circulatórias que podem ocorrer tanto na fase da doença quando no período até três meses pós-covid. "Algumas destas alterações podem ser tratadas com medicamentos e outras necessitam de tratamento cirúrgico", afirma ele, lembrando a covid-19 precisa ser mais profundamente estudada para melhores entendimentos.

Segundo artigo publicado pela revista científica norte-americana Circulation Research, o Sars-CoV-2 promove a hipercoagulabilidade do sangue, sobretudo por fomentar uma produção elevada de substâncias inflamatórias e de uma enzima chamada trombina, que participa do processo de coagulação. "As complicações circulatórias deste evento podem comprometer pulmões, coração, rins e cérebro. O tromboembolismo arterial e venoso e o comprometimento da microcirculação podem levar até mesmo a perda dos membros inferiores", destaca o cirurgião.

Dr. Josualdo Euzébio esclarece que a principal complicação da trombose venosa é a embolia pulmonar, que ocorre quando um coágulo ou parte dele se desloca de uma veia até as artérias pulmonares - o que pode ocorrer nos casos de covid-19. Os principais sintomas da embolia pulmonar incluem dificuldade para respirar, muitas vezes acompanhada de tosse e sem motivo aparente, e dor súbita no peito que piora quando a pessoa inspira profundamente.

Embora a trombose possa ser totalmente assintomática, o cirurgião vascular Dr. Josualdo Euzébio alerta para uma série de sintomas não-respiratórios que devem receber atenção especial, por estarem relacionados à covid-19:

1 - Dores nos membros inferiores
Normalmente, o paciente sente dor no trajeto de alguma veia ou dor difusa na perna ou na coxa. O desconforto (que pode ser forte ou não) ocorre principalmente nas panturrilhas, podendo chegar até o pé e o tornozelo.

2 - Sensação de formigamento e queimação nas pernas
O paciente pode sentir um calor quase insuportável na região ou um formigamento que pode subir até a virilha. Há também a possibilidade de sensação de pressão elevada, nos locais onde há varizes mais evidentes.

3 - Inchaço e rigidez na musculatura
Muitas vezes, o próprio paciente nota desproporção entre uma perna e a outra, assim como a rigidez na musculatura e até o aparecimento de vasos superficiais (varizes), não existentes anteriormente.

4 - Mudanças na cor da pele da região afetada
Nos casos de trombose venosa, a pele pode ficar avermelhada ou azulada. Isso acontece por conta da formação de coágulos sanguíneos em uma ou mais veias localizadas nas pernas. "Caso o paciente note a mudança de cor, é fundamental procurar ajuda rapidamente, pois isso pode sinalizar para um quadro grave da complicação".

5 - Alterações na temperatura dos membros
Em casos mais raros, caso a interrupção no trajeto do sangue ocorra em uma artéria, a área que fica sem recebê-lo torna-se esbranquiçada e gélida, alterando a temperatura da pele no local, dor de intensidade variável dependendo do vaso acometido "Este é outro cenário perigoso, que requer avaliação médica urgente", finaliza Dr. Josualdo Euzébio.

Dr. Josualdo Euzébio enfatiza a importância de se seguir as medidas sanitárias recomendadas pelo Ministério da Saúde e também da importância da vacinação.


Essa matéria sobre 5 doenças físicas ementais que a má higiene bucal pode causar também pode ser do seu interesse . Confira.

 


quarta-feira, 19 de maio de 2021

Cipatex® lança nove produtos de linha com ação antiviral para móveis residenciais e corporativos



Os revestimentos que inativam o vírus da Covid-19 podem ser aplicados em cadeiras, poltronas, pufes, cabeceiras de cama e outros estofados

A Cipatex®, fabricante brasileira de laminados sintéticos, incorpora em seu portfólio produtos com ação contra fungos, bactérias e vírus, incluindo o Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19. Do total de 11 revestimentos antivirais que entram em linha, nove são destinados ao setor de móveis e decoração. Os materiais são indicados para revestir sofás, cadeiras, poltronas, pufes, cabeceiras de cama e outros estofados residenciais e corporativos.

Para garantir proteção, os revestimentos recebem aditivo de micropartículas de prata e sílica desenvolvido pela Nanox, empresa de nanotecnologia. A linha antiviral foi submetida a testes rigorosos que comprovam a sua eficácia em inativar 99,72% do Sars-CoV-2 em três minutos.

Entre os revestimentos sintéticos antivirais para ambientes residenciais está o Corano® AV DT, em tons branco, bege, marrom e preto. O material conta com o exclusivo acabamento Natural Comfort, que impermeabiliza e dá suavidade ao toque. Resistente para uso contínuo, pode ser utilizado em locais com baixo ou alto fluxo de pessoas.

Facto® AV Dunas
Outro artigo da linha antiviral para revestir móveis é o Facto® AV Dunas, nas cores branco, fendi, café e preto. Os revestimentos têm como diferencial o acabamento em PU (poliuretano), que proporciona alta durabilidade e conforto. Também são impermeáveis e se adequam a qualquer formato de estofado. Com aspecto perolado, podem ser usados em áreas comerciais, salas de espera de consultório e clínicas e áreas restritas de hospitais, seja de baixo a alto fluxo de pessoas.

Os produtos Corano® e Facto® podem ser limpos regularmente, oferecem menos risco de acúmulo de poeira e pelos de animais, além de não reter odores e ser mais difícil de rasgar. Basta um pano úmido para a limpeza. São ideais para pessoas alérgicas, para quem tem crianças, gatos ou cães em casa.

Outro material disponível é o Pevecron AV Fox, destinado para móveis corporativos em geral e disponível na cor preta. O produto em PVC pode ser utilizado para revestir assentos e encostos de vários tipos de cadeiras, sejam ergonômicas, reclináveis, giratórias ou fixas, em peças simples ou mais sofisticadas, como modelos diretor e presidente.

Além dos artigos destinados ao setor moveleiro, entram em linha produtos para os segmentos automotivo e hospitalar. O Pevecron Auto AV Rivera foi desenvolvido para revestir assentos de carros e o Cilontex Med AV Le Mans para confecção de colchões hospitalares em geral.

Os artigos da Linha AV – Proteção Antiviral Cipatex® possuem eficácia virucida testada com base na norma internacional ISO 21702 (Measurement of antiviral activity on plastics and other non-porous surfaces).

Os produtos foram submetidos a testes conduzidos pela empresa especializada Quasar Bio, referência em ensaios com SARS-CoV-2, e que possui seus laudos protocolados pelo Prof. Dr. Lucio Holanda Gondim de Freitas Jr, especialista no assunto. Os ensaios são feitos em laboratório NB-3 (Nível de Biossegurança 3) e obedecendo às Boas Práticas de Laboratório (BPL).

Para desenvolver a nova linha de revestimentos, a Cipatex® contou com a parceria da Braskem na busca por soluções e investimento em tecnologia, resultando em materiais que atendem a nova realidade e necessidade global.

Tecnologia

Baseada na prata como princípio ativo, a tecnologia Nanox, empregada nos revestimentos durante o processo de produção, é eficiente contra um amplo espectro de microorganismos, como bactérias, fungos e vírus, incluindo o que causa a Covid-19.

Os materiais já saem da fábrica com o composto que têm a capacidade de inativar 99,72% do Sars-CoV-2 e outros em três minutos de contato. “O curto intervalo de tempo que os produtos se mostraram eficazes se deve ao efeito da natureza da tecnologia aliado à dosagem adequada. A prata oxida a camada de gordura que protege o vírus e assim este é eliminado”, afirma o diretor e cofundador da Nanox, Daniel Minozzi.

Segundo a coordenadora de laboratório da Cipatex®, Andreza Scudeler, a linha antiviral da empresa é uma grande aliada no enfrentamento da pandemia, considerando que se alguma pessoa infectada expelir gotículas de saliva ou tocar com as mãos contaminadas nos revestimentos, a tecnologia empregada age para inativá-lo diminuindo o risco de contaminação cruzada. “Com o evento da pandemia, a Cipatex® pesquisou diferentes tecnologias disponíveis no mercado de forma a desenvolver um produto que fosse realmente eficaz contra o Sars-CoV-2 e, com a utilização das micropartículas de prata e sílica da Nanox, nosso material apresentou atividade virucida comprovada cientificamente contra o vírus que causa a Covid-19.”

“Investir em pesquisa e soluções que atendam as reais necessidades do mercado, principalmente em um momento tão delicado e de mudanças de conceito, ganhou ainda mais relevância. O nosso objetivo com a linha antiviral é oferecer produtos seguros e que ajudem a combater a pandemia, por isso a importância de testes rigorosos e laudos que comprovem a sua eficácia”, completa Silvio Martins, head de marketing da Cipatex®.

Para conhecer a linha de produtos antivirais acesse


A marca também possui uma linha de toalhas térmicas. Confira na matéria publicada aqui no Blog.

                       

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Região dos Vinhos Verdes: conheça a história e gastronomia

 

Divulgação

Responsável por 15% da área vitivinícola de Portugal, é uma das mais importantes do mercado do país

 

A Região dos Vinhos Verdes é uma das mais importantes do mercado de Portugal. Por ter diferenças climáticas significativas e solos graníticos em sua maior parte, é bem diversa e produz vinhos de muitos estilos e possibilidades, capazes de agradar aos mais diferentes – e exigentes – gostos. 

 

O conjunto de montanhas e vales cortados por rios também é responsável por tamanha variedade de uvas típicas, entre as quais se destacam as brancas alvarinho, loureiro, arinto (também conhecida no local como pedernã), azal, trajadura e avesso; e as tintas vinhão e alvarelhão. 

 

Responsável por 15% da área vitivinícola de Portugal, a região foi demarcada em 1908 e se estende por todo o noroeste do país, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Esta terra fértil é coberta por uma exuberante manta de vegetação, montanhas e vales até avançar o mar. 

 

A versatilidade é outro ponto importante. Aos brancos de perfil jovem e fresco, se juntam mais vinhos de caráter intenso e estruturado, também tintos de perfis que vão dos mais abertos em cor, leves e delicados, aos mais escuros, impenetráveis, estruturados, mas igualmente escorados por uma acidez firme que agrega um inconfundível frescor aos vinhos. 

 

A região dos Vinhos Verdes também é berço de espumantes de alta qualidade, cujo perfil se assemelha ao dos vinhos tranquilos: muito frescor e uma interessante complexidade na boca.

 

Os rótulos são certificados pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), organismo que tem por objetivo representar os interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) «Vinho Verde» e da Indicação Geográfica (IG) «Minho» e a defesa do património regional e nacional.

 

Sub-regiões

 

Cada particularidade pode ser percebida nas características de cada uma das nove sub-regiões que compõem a Denominação de Origem dos Vinhos Verdes: Monção e Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Basto, Sousa, Baião, Paiva e Amarante. A soma de todos estes fatores faz com que possamos encontrar entre os rótulos da região desde Vinhos Verdes de estilo clássico, jovens, leves e com baixo teor alcoólico, a outros sofisticados, com aromas e sabores complexos, intensos e minerais, austeros e com grande potencial de guarda. 

 

Na parte norte da Região dos Vinhos Verdes, na fronteira com a Espanha, está Monção e Melgaço, cuja especialidade é a produção de Alvarinhos de excelente padrão. A pluviosidade é mais reduzida e no verão as temperaturas são significativamente mais elevadas do que no resto da região. Neste microclima, o Alvarinho dá origem a um vinho mais encorpado, rico e complexo no nariz, fresco e com boa presença de fruta na boca, combinada com um caráter mineral típico e muito atraente. 

 

Ao sul de Monção e Melgaço se encontram as sub-regiões Lima, Cávado e Ave. Aqui, a principal uva é o delicioso e floral Loureiro, embora o Arinto e a Trajadura também sejam frequentemente utilizados. Os vinhos nestas sub-regiões são normalmente frescos e aromáticos, muitas vezes com um toque citrino e de flor. 


As sub-regiões montanhosas de Basto e Sousa também produzem vinhos leves a partir de várias uvas nativas. Nas sub-regiões de Amarante e Baião, a casta Avesso origina vinhos brancos secos e frescos com aromas ricos e um caráter mineral. Amarante e Paiva, esta última a sul do rio Douro, são muito reconhecidas pelos seus vinhos tintos.

 

Gastronomia da Região

 

Produtora de azeites e mel, a região dos Vinhos Verdes também se destaca pela riqueza e qualidade da gastronomia. Pratos clássicos da culinária regional, como o cabrito, rojões à minhota, arroz de cabidela, bacalhau à Braga e papas de sarrabulho são alguns dos mais famosos. Sem falar na típica Lampreia, peixe de sabor forte e inconfundível, uma das grandes iguarias da culinária mundial. 

 

No entanto, apesar da enorme tradição gastronômica da região, os Vinhos Verdes tem lugar em qualquer tipo de cardápio regional ou internacional, graças à versatilidade e diversidade dos rótulos do lugar. No Brasil, receitas mais leves como a tapioca ou o pão de queijo harmonizam com um estilo de Vinho Verde mais jovem e fresco. No caso dos churrascos, moquecas ou feijoada, por serem mais robustas, precisam de um estilo de Vinhos Verdes com mais estrutura, complexidade e persistência.

 

Tipos de Vinhos Verdes

 

Os Vinhos Verdes brancos jovens apresentam cor citrina ou palha, aromas ricos, frutados e florais, dependendo das uvas utilizadas nos cortes. Na boca são harmoniosos, intensos e evidenciam um marcante frescor. 


Divulgação

Os Vinhos Verdes envelhecidos exibem uma cor dourada, com aromas de fruta mais madura como o marmelo, flor de laranjeira e mel. Na boca, temos mais complexidade e estrutura, um vinho mais redondo, gordo e persistente.

 

Os Vinhos Verdes rosés revelam uma cor levemente rosada ou carregada, dependendo da intenção do produtor e das uvas utilizadas. No nariz, sobressaem aromas de frutas vermelhas. Na boca, o frescor é marcante.

 

Os Vinhos Verdes tintos apresentam cor vermelha intensa, viva, aroma vinoso, com destaque para frutas silvestres. Na boca são frescos e intensos, muito gastronômicos. Dependendo da uva usada, podem ser mais abertos na cor e delicados no nariz e na boca.

 

CVRVV

 

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes é um organismo que tem por objetivo a representação dos interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) «Vinho Verde» e da Indicação Geográfica (IG) «Minho» e a defesa do patrimônio regional e nacional que constitui, revestindo, nesta qualidade, a forma jurídica de uma Associação Regional, Pessoa Coletiva de Direito Privado e Utilidade Pública, e durará por tempo indeterminado.  Ela está creditada pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC). 




Vinhos também são utilizados como ingredientes em inúmeros pratos. Confira essa receita de Macarrão ao Ragu de Linguiça Com Molho de Vinho Dom Bosco publicada aqui no Blog.

 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Drinks quentes à base de sake são solução para quem não quer abrir mão de um bom coquetel no inverno

Já pensou em degustar um bom drink quente? Especialmente para o inverno e em homenagem aos amantes de drinks, a Azuma Kirin separou uma seleção de coquetéis quentes à base de sake, já que é uma das poucas bebidas fermentadas que também dá para consumir quente sem perder o teor alcoólico. Confira!



Hot Lemon


30 ml de limão espremido

140ml de sake Azuma Kirin*

1 colher de mel

1 canela em pau

1 rodela de limão siciliano

Gengibre fresco


Modo de preparo

Coloque o suco de limão e o mel no copo. Aqueça o sake, mas cuidado para não ferver. Despeje o sake aquecido no copo e misture até o mel se dissolver. Decore com canela em pau e rodela de limão. Adicione fatias de gengibre a gosto.




Drink Sakente


740 ml de sake Azuma Kirin*

150 ml de água

1 maçã verde cortada em cubos

1 maçã vermelha cortada em cubos

150g de açúcar

Canela em pau e cravo-da-índia a gosto


Modo de preparo

Em uma panela, coloque o açúcar, o gengibre, a canela e o cravo a gosto. Quando o açúcar estiver começando a derreter, adicione a água e cozinhe em fogo baixo entre 5 à 10 minutos. Adicione o sake e deixe aquecer, mas cuidado para não ferver. Por fim, adicione a maçã e sirva.



Drink Sakentão


740 ml de sake Azuma Kirin*

150 ml de água

Casca de 2 laranjas (sem medula)

Casa de 1 limão (sem medula)

250g de açúcar

50g de gengibre picado

Canela em pau e cravo-da-índia a gosto

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o açúcar, as cascas de laranja e de limão, o gengibre, a canela e o cravo a gosto. Quando o açúcar estiver começando a derreter, adicione água e deixe cozinhar em fogo baixo de 5 a 10 minutos. Adicione o sake e deixe aquecer delicadamente, mas cuidado para não ferver


*O sake Guinjo ganhou, pelo segundo ano consecutivo, medalha de ouro no prêmio Monde Selection, que há 60 anos reúne especialistas internacionais para avaliarem e aprovarem a qualidade de produtos alimentícios, bebidas e cosméticos no mundo todo.

Se você é um apreciador de bebidas quentes, não pode deixar de ler a resenha sobre a
Cachaça 88 Viramel