sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Saúde: a geosmina e o mosquito da dengue - uma relação perigosa

Uma substância encontrada na água contaminada com esgoto pode ajudar na proliferação do mosquito da dengue. O composto químico, chamado de geosmina, é o mesmo que tem afetado o fornecimento no Rio de Janeiro, deixando a água com gosto e cheiro de terra. A geosmina atrai o mosquito da dengue, facilitando a reprodução do animal. A descoberta foi publicada na revista científica “Current Biology”, fortalecendo a ideia de que a falta de saneamento é um dos fatores que mais contribuem para a proliferação do Aedes aegypti.



A engenheira sanitarista e professora da Escola Politécnica da UFRJ, Iene Cristina Figueiredo, explica que o surgimento de geosmina é resultado da ação de cianobactérias, que são algas microscópicas, principalmente quando a água está contaminada.

“Esses organismos [cianobactérias] para se proliferarem precisam de luz e de nutriente, essencialmente nitrogênio e fósforo. Algo que a gente também aporta para os cursos d’água por conta do esgoto sanitário. Aí a gente gera um ambiente ‘ótimo’ – água parada, muito esgoto, muito nutriente e muita luz.”

André Ricardo Machi é doutor em biologia pela Universidade de São Paulo e estuda o comportamento do Aedes. O especialista explica que o mosquito é atraído pela geosmina porque a substância é um sinal de que o reservatório de água é “propício” para o desenvolvimento das larvas.

“A água contaminada produz uma maior quantidade de geosmina, pois essa substância é basicamente produzida por microrganismos, principalmente bactérias. Isso faz com que especificamente a fêmea do mosquito seja mais atraída para ‘ovipositar’ nesse local uma vez que, onde há a substância, também há microrganismos dos quais as larvas dos mosquitos podem se alimentar.”

As autoridades de saúde reforçam o papel dos moradores no combate a focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A recomendação do Ministério da Saúde é de que limpeza de possíveis focos do Aedes, dentro de casa, seja semanal.

Dados do ministério revelam que, em 2019, de janeiro a agosto foram notificados quase um milhão e meio de casos prováveis de dengue – número quase sete vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2018. A taxa de incidência a cada 100 mil habitantes ultrapassou 735 ocorrências. Em relação aos casos graves da doença, foram registradas 1.419 confirmações.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Receita: Bolinhos de Tapioca com Queijo Mussarela


Receitinha enviada pela Tirolez. Uma opção para quem gosta de dadinhos de tapioca, mas não tem queijo coalho em casa ou quer uma opção mais acessível.


   

Bolinhos de Tapioca com Queijo Mussarela
Ingredientes:
1 xícara de chá de farinha de tapioca
1 xícara de chá de leite desnatado quente
100 g de Queijo Mussarela Light Tirolez cortado em cubos bem pequenos
1 colher de café de sal
Pimenta calabresa a gosto
1 colher de sobremesa de óleo vegetal

Modo de Preparo:
- Em um recipiente, coloque a farinha de tapioca e o leite quente, misture bem.
- Junte os cubos de Queijo Mussarela Light Tirolez, tempere com sal e pimenta.
- Despeje a massa em uma assadeira, em uma camada uniforme, compactando-a bem com as mãos. Leve para a geladeira por aproximadamente 2 horas.
- Corte a massa em cubos grandes e reserve.
- Unte uma assadeira com óleo e coloque os cubos, leve ao forno médio por 30 minutos, virando os cubos na metade do tempo de forno. Sirva.

Se procura a receita original do dadinho de tapioca, nós também temos ela no blog, obtida em um workshop do qual participei.