quarta-feira, 10 de abril de 2019

Sociedade de Pediatria de São Paulo lança a Campanha “Abril Azul – Confiança nas Vacinas: Eu cuido, eu confio, eu vacino”


No dia 7 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a Campanha “Abril Azul – Confiança nas Vacinas: Eu cuido, eu confio, eu vacino”, uma iniciativa que tem por objetivo levar informações sobre a importância da vacinação, aumentando assim a confiança e valorização das vacinas, bem como mostrar os riscos da recusa vacinal. Outro objetivo da Campanha, de acordo com Claudio Barsanti, presidente da SPSP, é o de apoiar, por meio de educação, informação e conscientização, ações que promovam o alcance das imunizações à população. Para ele, o cenário é preocupante visto que essa recusa vacinal pode fazer emergir doenças já controladas ou erradicadas, como sarampo, rubéola, difteria, entre outras.


Além de impactar nas condições de saúde das populações, vale lembrar que as vacinas têm grande relevância quanto ao aspecto econômico, sendo determinantes na redução de custos com consultas, tratamentos e internações. “Todos sabemos dos benefícios da vacinação, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) coloca o programa de imunizações como uma das dez melhorias da saúde pública, no entanto estamos enfrentando esse problema da recusa vacinal em proporções significativas. Parece que muitas pessoas se esqueceram dos benefícios da vacinação e da erradicação das inúmeras doenças que essas vacinas promovem”, enfatiza Silvia Regina Marques, presidente do Departamento de Infectologia Pediátrica da SPSP.

Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, presidente do Departamento de Imunizações da SPSP e presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, salienta que o calendário do Programa Nacional de Imunizações é o que está preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), com várias novidades recentes, sendo um programa comparável aos principais programas de imunizações dos países desenvolvidos da Europa e dos EUA.  “Entendo que hoje o nosso programa contempla um maior número de vacinas, similar aos de muitos países desenvolvidos, e ele é considerado, portanto, um programa de ponta no que diz respeito à implementação de vacinas”, ressalta Sáfadi.

Sobre a questão da recusa vacinal, Regina Célia Succi, membro do Departamento de Infectologia Pediátrica da SPSP, lembra que este é um problema mundial, que vem aumentando significativamente desde 2010. Ela comenta que uma pesquisa realizada em 2016 apontou como motivos principais para a recusa vacinal o medo de eventos adversos, seguido de falta de credibilidade nas vacinas, não percepção dos riscos das doenças preveníveis por vacinas e a influência da mídia antivacinista. “Sendo assim, os pediatras têm um papel importante nessa questão do combate à recusa vacinal. É fundamental corrigir conceitos errôneos e fazer com que a população entenda que a vacina que tem o maior risco é aquela que não é aplicada”, conclui Regina. 

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