terça-feira, 25 de setembro de 2018

Baby & KIDS: DOZE PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

O novo Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos, do Ministério da Saúde esteve em consulta pública até 25/08/2018. Conforme descrito no próprio guia, ele “traz recomendações e informações sobre como alimentar a criança para promover saúde e desenvolvimento para que alcance todo o seu potencial. Dúvidas mais comuns, explicações fundamentadas e orientações práticas sobre o aleitamento materno e a alimentação no começo da vida estão aqui reunidas”.


Essas recomendações são voltadas para a família, em linguagem acessível e de forma prática. A versão online ainda é provisória, mas vale a pena ressaltar, de forma resumida, algumas mudanças apresentadas nos novos DOZE PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.
“Não precisamos esperar a sua publicação oficial para dedicarmos atenção a esses 12 itens que podem, também como está no guia, trazer orientações resumidas para amamentar e alimentar corretamente a criança, com dicas que abrangem também toda a família”, explica o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Conheçam, então, os agora dozes passos (eram Dez Passos, lembra?) que podem realmente fazer a diferença na saúde das crianças e de suas famílias.

Amamentar até 2 anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até 6 meses O leite materno é muito importante para a criança até 2 anos ou mais, sendo o único alimento que a criança deve receber até 6 meses, sem necessidade de água, chá ou qualquer outro alimento. Começar a amamentação logo após o nascimento, na primeira hora de vida, traz benefícios para a criança e para a mãe. “A composição do leite materno é única, personalizada e atende as necessidades nutricionais da criança conforme a sua idade, protege contra doenças na infância e na vida adulta, ajuda o desenvolvimento do cérebro e fortalece o vínculo entre mãe e criança. A existência de uma rede de apoio à mãe que amamenta é importante para o sucesso da amamentação”, afirma o pediatra.

Oferecer outros alimentos, além do leite materno, a partir dos 6 meses O consumo de outros alimentos além do leite materno passa a ser necessário para o pleno crescimento e desenvolvimento da criança. Ofereça refeições preparadas com alimentos in natura e minimamente processados e continue amamentando até os 2 anos ou mais. O número de refeições ao longo do dia e a quantidade de alimentos oferecidos devem aumentar conforme a criança cresce para suprir suas necessidades. “Essas refeições podem ser dadas cerca de 3 vezes ao dia aos 6 meses, 4 vezes ao dia, entre 7 e 11 meses, e 5 vezes ao dia, a partir dos 12 meses, podendo variar em função do apetite e da rotina da família. Ao completar um ano a criança já deve estar fazendo as principais refeições com a família (café da manhã, almoço e jantar), além de lanches/merenda e do leite materno”, diz o médico.

Oferecer água própria para o consumo à criança em vez de sucos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas Água é alimento e deve fazer parte do hábito alimentar desde o início da oferta dos outros alimentos. A água é essencial para a hidratação da criança e não deve ser substituída por nenhum líquido, como chá ou suco, muito menos refrigerante ou outras bebidas ultraprocessadas. “Habituar a criança a ingerir essas bebidas açucaradas aumenta a chance de a criança apresentar excesso de peso e cárie dentária, além de desestimular o consumo de água. Ofereça água para a criança mesmo sem ela pedir”, recomenda Chencinski.

Alimentar a criança com alimentos in natura e minimamente processados A alimentação da criança deve ser composta por comida de verdade, isto é, refeições feitas com alimentos in natura e minimamente processados de diferentes grupos (por exemplo feijões, cereais, raízes e tubérculos, frutas, legumes e verduras, carnes). “Refeições com maior variedade de alimentos são as mais adequadas e saudáveis para a criança e toda a família. Varie a oferta de alimentos ao longo do dia e ao longo da semana”, orienta o pediatra.

Oferecer a comida na consistência espessa quando a criança começar a comer outros alimentos além do leite materno A comida com consistência espessa é a adequada à criança e contribui para seu desenvolvimento, além de conter mais energia e nutrientes. A mastigação estimula o desenvolvimento da face e dos ossos da cabeça. Desde o início o alimento deve ser espesso o suficiente para não “escorrer” da colher. No início, amassar os alimentos apenas com o garfo e picar bem os alimentos mais duros, como carnes, é o bastante. “Para deixar na consistência adequada, não bata no liquidificador e nem peneire os alimentos. Nos meses seguintes, amasse cada vez menos e comece a oferecê-los em pedaços pequenos. Por volta de um ano, a criança estará preparada para comer os alimentos com a mesma consistência da família”, explica Moises Chencinski.

Não oferecer açúcar à criança até 2 anos de idade O consumo de açúcar não é necessário e causa danos à saúde como cáries, obesidade e doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer. Além disso, acostumar a criança desde cedo ao sabor excessivamente doce pode causar dificuldade de aceitação dos alimentos in natura e minimamente processado. “Não inclua na alimentação da criança nem mel, nem açúcar de qualquer tipo (mascavo, demerara, cristal ou refinado (“branco”) rapadura, melaço), nem ofereça preparações e produtos prontos que contenham algum desses ingredientes. Os adoçantes (em pó ou líquido) também não devem ser usados na alimentação da criança até 2 anos, pois contém substâncias químicas não adequadas nesta fase da vida”, diz o pediatra.

Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança Esses alimentos são pobres em nutrientes e contêm muito sal, gordura e açúcar, além de aditivos, como adoçantes, corantes e conservantes. O consumo desses alimentos pode levar a problemas como hipertensão, doenças do coração, diabetes, obesidade, cárie dentária e câncer. Eles também geram impactos no meio ambiente, tanto no seu processo de fabricação nas indústrias como na geração de lixo das embalagens, e na cultura alimentar, por restringir as práticas alimentares das famílias. “Os ultraprocessados são vendidos em embalagens atrativas e com rótulos que descrevem a sua composição. Na sua lista de ingredientes é comum encontrar 5 ou mais itens pouco conhecidos, muitos deles, com nomes estranhos e que não são utilizados na cozinha de casa. Fique atento, pois alguns alimentos ultraprocessados são vistos como alimentos infantis e saudáveis e frequentemente oferecidos às crianças”, alerta o médico.

Cozinhar para a família e para a criança a mesma comida usando alimentos in natura e minimamente processados A chegada de uma criança é a chance de melhorar a alimentação de toda a família. Preparar a mesma comida para todos, com alimentos in natura e minimamente processados, sem excesso de gordura, sal e condimentos, agiliza o dia a dia na cozinha e é uma oportunidade de oferecer uma alimentação adequada e saudável à família e à criança. “Planejar a alimentação da semana, organizar as compras para ter os alimentos em casa e usar técnicas como congelar parte dos alimentos são estratégias que facilitam o cozinhar e garantem comida de verdade todos os dias e em todas as refeições”, observa Moises Chencinski.

Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento experiências positivas, aprendizado e afeto A criança desde cedo é capaz de comunicar quando quer se alimentar ou quando já está satisfeita. Os sinais de fome e saciedade devem ser reconhecidos e respondidos de forma ativa e carinhosa. Alimentar a criança é um processo que demanda paciência e tempo. Estimule a criança a comer, mas sem forçá-la, nem mesmo quando ela estiver doente. “Além da comida que vai no prato, o modo como ela é dada à criança também é importante. Dê atenção à criança e evite distrações como televisão, celular, computador ou tablet nesta hora, pois podem dispersar a criança, tirando o foco do alimento em seu momento. O prazer da alimentação está nos sabores, odores e na forma como a comida é oferecida”, afirma o pediatra.

Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança Cuidados com a alimentação e a higiene previnem doenças na criança e na família. “Lave as mãos sempre que for cozinhar, alimentar, cuidar da criança, depois de usar o banheiro, de trocar a fralda e de realizar outras tarefas no cuidado da casa. Quando a criança for comer, também lave as mãos dela”, recomenda Chencinski.

Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa É possível manter a alimentação saudável fora de casa. Em passeios, festas e quando for às consultas com a equipe de saúde, continue ofertando os alimentos que a criança come em casa, pois alimentos in natura ou minimamente processados podem ficar até 2 horas em temperatura ambiente. Mesmo o almoço e o jantar podem ser levados em recipientes térmicos. “Informe-se sobre os alimentos ofertados em creches e outros espaços de cuidado da criança e converse a respeito da prática de uma alimentação adequada e saudável com as pessoas envolvidas nesse cuidado”, afirma o pediatra.

Proteger a criança da publicidade de alimentos A criança facilmente confunde a realidade, programas televisivos e publicidade, não sabendo distinguir um do outro. Isto ocorre porque ela não tem desenvolvida a capacidade de julgamento e decisão e confunde a realidade com a ficção da publicidade. “É crucial que ela seja protegida, evitando ao máximo a sua exposição à publicidade. Este é um dever de todos. Crianças menores de 2 anos não devem utilizar televisão, celular, computador e tablet”, recomenda o médico.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Primeiro livro infantil sobre fake news

O garoto de 12 anos recebeu o pai em casa todo exultante com a notícia que ele havia visto naquela tarde na internet. A reportagem chamou tanto a sua atenção que ele correu para compartilhar com os amigos pelas redes sociais: "Cheirar o pum do parceiro prolonga a vida e evita doenças". O pai achou a história um tanto estranha e disse que aquilo poderia ser mais um caso de "fake news". O garoto insistiu: "Claro que não, pai. Veja aqui: a notícia fala que foram cientistas que fizeram a descoberta".  Pois era notícia falsa mesmo, como ficou constatado um dia depois num blog que desvenda mentiras virtuais. O pai e o filho em questão eram o jornalista Marcelo Duarte e seu caçula, Antonio. Essa conversa despertou o interesse de Marcelo e esse foi o ponto de partida do livro "Esquadrão Curioso - Caçadores de Fake News", primeira obra do tema voltada aos jovens, que a Panda Books lançou no dia 17 de setembro.



"Fake News" é um assunto que entrou definitivamente na sala de aula. E esse tema estará em evidência nos próximos anos. Professores estão mostrando como as crianças e os jovens precisam estar preparados para não cair em armadilhas. O livro é inteiro baseado em "fake news" que foram efetivamente publicadas (e compartilhadas aos milhares) no ano passado. Para combater essa mentiras, num clima de muita ação e suspense, um grupo de garotos funda o "Esquadrão Curioso". São eles Isabela, Pudim, Leo e Débora Nota Dez. O vilão Fake Nilson e seu assistente, Engodo, comandam a "maior organização mentirosa do país". Os dois querem desmoralizar o trabalho de pesquisa dos garotos e fazem de tudo para eles caírem numa dessas notícias falsas. Tem o ataque de discos voadores na Romênia, um telefone celular com 800 anos de idade, uma capa que deixa qualquer um invisível e até uma chuva de baleias. Os vilões conseguirão atingir seu objetivo?


"Esquadrão Curioso - Caçadores de Fake News" traz de volta os alunos do Colégio Pedro Álvares Cabral, que estiveram presentes em "O Mistério da Figurinha Dourada", lançado em 2017Para os professores que usarão o livro em sala de aula, os editores destacam que uma das habilidades abordadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é a busca e a seleção de fontes confiáveis e análise de informações -- e, dessa forma, favorecer o desenvolvimento de uma atitude crítica em relação ao noticiário jornalístico.

Sobre o autor


Formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Marcelo Duarte é fundador da editora Panda Books. Como jornalista, trabalhou nas revistas Placar, Playboy e Veja S. Paulo, todas da Editora Abril, entre 1984 e 1998. Estreou como escritor em 1995, com o livro O Guia dos Curiosos, que deu origem a uma coleção já com nove volumes. Esquadrão Curioso é seu 29º livro.

ESQUADRÃO CURIOSO – CAÇADORES DE FAKE NEWS
Marcelo Duarte
 
R$ 29,90 | Formato: 14 x 21 cm | 112 pp | ISBN 978-85-7888-712-4
Capa: 4 x 0 cartão 250g | Miolo: 1 x 1 polen 70g | Laminação: fosca | Acabamento: brochura
Categoria/Temas: Literatura juvenil; Fake News; Investigação
Sinopse: Primeira obra voltada ao público juvenil a tratar desse tema, o livro tem como protagonistas um grupo de alunos de 11 anos do Colégio Pedro Álvares Cabral formado por Isabela, Leonardo e Pudim. Estimulados por um trabalho sobre notícias falsas que aparecem nas redes sociais, o trio resolve criar o Esquadrão Curioso com o objetivo de desvendar vários casos de fake news que circulam por redes sociais.