sábado, 13 de agosto de 2016

Saúde: Diferenças entre conjuntivite viral e conjuntivite bacteriana

Tenho escrito uma série de posts sobre saúde dos olhos. Recentemente, postei sobre a blefarite. Hoje, o tema é conjuntivite, novamente com informações fornecidas pelo Dr. Ricardo Menon Nosé (CRM 145.706), oftalmologista especializado em Doenças Externas Oculares e Córnea pela Unifesp e médico-assistente na Eye Clinic Day Hospital. Fiz a entrevista durante o XIV CONGRESSO INTERNACIONAL DE CATARATA E CIRURGIA REFRATIVA. Veja abaixo os tipos de conjuntivite e as dicas:

Conjuntivite viral: É um processo infeccioso / inflamatório agudo que afeta a conjuntiva, uma membrana fina e transparente que fica sobre a esclera, a parte branca do olho. Os principais sintomas são coceira, olho vermelho e inflamação da pálpebra. Pode atrapalhar a visão, especialmente quando esta doença é ocasionada por um vírus chamado adenovírus. “Este tipo de vírus é um pouco mais agressivo, capaz de formar infiltrados corneanos, que atrapalham a visão. As conjuntivites em geral são doenças que tem contágio por contato físico, seja na aproximação entre as pessoas durante um beijo ou quando se passa a mão numa superfície ou secreção contaminada que entra em contato com o olho. Não é transmitido pelo ar”, esclarece Dr. Nosé. Não tem tratamento medicamentoso específico. O corpo reage contra o vírus o elimina depois de alguns dias. Cuidados básicos: evitar por a mão nos olhos, trocar toalhas, fronha e lençol e fazer compressas nas pálpebras com água filtrada fria. 


Conjuntivite bacteriana: um tipo mais grave da doença, que é tratada com colírio antibiótico e em casos mais graves, com internação hospitalar. O tratamento deve ser indicado pelo oftalmologista, que deverá identificar qual é a bactéria presente na região. Os sintomas são: intolerância à luz, secreção ocular abundante, inchaço das pálpebras, lacrimejamento, olho vermelho, entre outros. “Várias espécies podem causar esta doença, mas uma bactéria que tem reaparecido nos casos de conjuntivite bacteriana é a mesma que causa a gonorréia, uma doença sexualmente transmissível”, pontua o especialista.


Lembre-se: o diagnóstico e tratamento devem ser realizados por um oftalmologista.

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