sábado, 22 de novembro de 2014

Saúde: Saiba mais sobre gordura no fígado - a esteatose hepática

A cada cinco pessoas, uma sofre de gordura no fígado – muitas vezes sem saber. A ‘esteatose hepática não alcoólica’ é uma condição cada vez mais comum, provoca aumento do fígado e mudança em sua coloração – podendo evoluir para hepatite gordurosa e cirrose hepática, caso não seja diagnosticada e tratada a tempo. Em termos de diagnóstico e acompanhamento, o uso da ressonância magnética como biomarcador quantitativo da gordura presente nas células encontradas no fígado é a mais recente novidade, explica Dr. Márcio Sarmento, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo (www.cdb.com.br).

Obesidade, malnutrição, taxa elevada de triglicérides e colesterol no sangue, síndrome metabólica, cirurgia de redução de estômago, diabetes tipo 2 e contato prolongado com pesticidas são fatores de risco para essa doença que deve ser tratada fundamentalmente com a redução das condições citadas. Sendo potencialmente reversível, o incentivo da pesquisa por novos métodos de rastreamento e avaliação de sua severidade é muito importante. Por isso, a doença é considerada um problema de saúde pública.

Uma série de avanços técnicos fez com que hoje seja possível medir a fração de sinal de gordura hepática com o auxílio da ressonância magnética, criando mapas anatômicos com o auxílio de software. Desta forma, é possível fazer um acompanhamento quantitativo e muito mais objetivo da resposta do paciente ao tratamento. Até recentemente, outros métodos de imagem vinham sendo empregados no diagnóstico e acompanhamento da esteatose hepática não alcoólica, mas apresentavam inconvenientes.

Ainda em relação aos exames disponíveis para diagnosticar a doença, o padrão ouro na detecção e quantificação de gordura no fígado continua sendo a biópsia hepática. Mas, por ser um método invasivo, não é o mais adequado para rastreamento e monitoramento terapêutico dos pacientes. A ultrassonografia, por sua vez, apresenta excelente sensibilidade, mas não é um método quantitativo. Já a tomografia tem o inconveniente de envolver radiação e ter menor sensibilidade para casos leves e moderados.


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