quarta-feira, 23 de abril de 2014

Saúde: Quais os fatores de risco para o AVC?



A cada seis segundos, morre uma pessoa devido ao AVC -Acidente Vascular Cerebral. A cada outro segundo uma pessoa tem AVC, independente da idade ou sexo. A cada ano, 15 milhões de pessoas têm AVC, sendo que 6 milhões delas não sobrevivem. Cerca de 30 milhões de pessoas já tiveram um AVC, a maioria com incapacidades residuais. Meu pai já teve um AVC e é parte deste grupo que ficou incapacitado por causa da doença. Nesta matéria especial, o Dr. Mário Luiz Brusque (CRM 117208), médico Clínico Geral e Geriatra, esclarece sobre o tema, com orientações valiosas.


De acordo com Dr. Mario, o AVC é um evento caracterizado pela perda rápida de função neurológica, decorrente do entupimento (isquemia) ou rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais. O AVC é um evento de início súbito no qual o paciente pode apresentar paralisação ou dificuldade de movimentação dos membros de um lado do corpo, dificuldade para articulação das palavras, déficit visual súbito de uma parte do campo visual ou outros. Pode ainda evoluir com coma e outras complicações. "Trata-se de uma emergência médica que pode evoluir com sequelas ou morte, sendo a rápida chegada no hospital importante para a decisão terapêutica", ressalta o especialista.

FATORES DE RISCO
• Hipertensão arterial: esta é uma condição de saúde muito comum na população em nível mundial e deve ser adequadamente acompanhada e tratada. Deve-se entender que qualquer indivíduo pode se tornar hipertenso. Que uma medida isolada não substitui o monitoramento frequente : não é porque você aferiu (mediu) sua pressão uma vez e ela estava normal, que você nunca mais tem que se preocupar com ela. Outro erro comum: interromper o tratamento porque a pressão estava normal. "A pressão está bem controlada justamente porque o tratamento está sendo realizado. Geralmente, é preciso cuidar-se sempre, para que ela não suba inesperadamente", destaca Dr. Mario. A hipertensão arterial acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sanguíneo ou a uma isquemia.

• Doença cardíaca: diversas doenças cardíacas podem determinar um AVC. As principais situações em que isto pode ocorrer são arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, Insuficiência Cardíaca Congestiva, Valvopatias;

• Colesterol:  seus níveis quando aumentados, especialmente a elevação da fração LDL (“colesterol ruim”, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas de origem animal, como carnes, gema de ovo etc.) ou a redução da fração HDL (“colesterol bom”) estão relacionados à formação das placas de ateroma, responsáveis por grande parte dos AVCs. 

• Tabagismo: o hábito é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco. O fumo acelera o processo de aterosclerose, diminui a oxigenação do sangue e aumenta o risco de hipertensão arterial, câncer, infarto miocárdico e AVC, dentre outros. 

• Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: leva ao aumento dos níveis de colesterol, maior propensão à hipertensão arterial, dentre outros.

• Diabetes: manter sua glicemia controlada diminui o risco de AVC.

• Idade: quanto mais idosa uma pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Isso não significa que jovens não possam ter acidentes vasculares cerebrais, apenas é menos frequente nestes indivíduos e geralmente ocorrem na presença de fatores de risco específicos.

• Sexo: até aproximadamente 50 anos de idade os homens têm maior propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco praticamente se iguala.

 • Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.

• Anticoncepcionais hormonais:  aumentam o risco de qualquer fenômeno trombo-embólico. Atualmente acredita-se que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentem, significativamente, a ocorrência de AVC.



• Aneurismas intracranianos: formações saculares que se desenvolvem nas paredes de artérias, frequentemente congênitos ou decorrentes de hipertensão arterial mal controlada. Aumentam o risco de AVC hemorrágico.

• Malformação arteriovenosa cerebral: distúrbio congênito dos vasos sanguíneos do cérebro resultante de conexão anormal entre as artérias e as veias. Aumenta a chance de AVC hemorrágico.


PREVENÇÃO - Seis passos para reduzir o risco de um AVC:


1- Conheça seus próprios fatores de risco.
2- Seja ativo e faça atividade física regular.
3- Mantenha uma dieta saudável rica em frutas e vegetais e com pouco sal, para se manter saudável e com pressão sanguínea baixa.
4- Limite o consumo de álcool.
5- Evite o hábito de fumar. Se você é fumante, procure ajuda e pare imediatamente.
6- Aprenda a reconhecer os sinais de alerta do AVC. 

Mário Luiz Brusque (CRM 117208) é médico Clínico Geral e Geriatra. Formado pela Faculdade de Medicina do ABC, onde fez residência em Clinica Médica. Especializado em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, fez residência na Santa Casa de São Paulo. É membro do American College of Physicians e é médico contratado no Hospital Israelita Albert Einstein – unidade Alphaville e atua também em consultório.

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