quinta-feira, 10 de abril de 2014

Saúde: Como diagnosticar e tratar um câncer de rim?


Duas vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres, o câncer de rim acomete cerca de sete mil pessoas por ano no Brasil, com prevalência entre 50 e 70 anos de idade ( 7 a 10 casos por 100 mil habitantes/ano), segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Apesar da baixa incidência do tumor, de 2 a 3% dos casos de todos os tumores malignos, o câncer renal é bastante perigoso devido a sua progressão silenciosa. Os sintomas mais comuns como, sangramento na urina, dor lombar ou abdominal lateral e sensação de uma massa abdominal aparecem, geralmente, quando o tumor está em um estágio mais avançado, o que dificulta o tratamento.

Mas, atualmente, com o advento dos exames de imagem de rotina, é cada vez mais comum diagnósticos precoces sem nenhum sintoma aparente em exames comuns, até mesmo quando se faz o check up anual preventivo.  “Na maioria das vezes, o diagnóstico é acidental, quando é feito algum exame de imagem abdominal, como ultrassom ou tomografia, por outros motivos”, afirma o oncologista do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital do Câncer (Instituto Nacional do Câncer - INCA) e da Clínica Oncologistas Associados, Dr. Daniel Herchenhorn. 


Segundo o especialista, cerca de 50% dos pacientes são diagnosticados com a doença em nível avançado. “Isso faz com que o câncer de rim muitas vezes não seja tratado com intuito curativo. Por isso, a importância de terapias capazes de controlar a doença por longos períodos e com boa qualidade de vida”, alerta o oncologista.

São vários os tipos de tumores malignos no rim. No entanto, o carcinoma de células renais corresponde de 60 a 80% dos casos. Por ser um tumor com características específicas, a quimioterapia é ineficaz no tratamento do carcinoma de células renais, sendo possível melhores resultados com as terapias-alvo, que têm como foco combater vias celulares específicas, direcionando a ação de medicamentos às células tumorais e com foco principal neste caso na angiogênese.

Essa forma de terapia é uma das mais pesquisadas nos estudos clínicos realizados atualmente no contexto oncológico, baseando-se no aprimoramento da descoberta de alvos celulares que sejam capazes de serem “atacados” de forma precisa e com o menor índice de efeitos colaterais possíveis e, consequentemente, aumentando a sobrevida e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.


Sutent (malato de sunitinibe) é um desses exemplos. Inibidor de tirosinoquinase, o medicamento atua como terapia alvo impedindo o crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor e atacando diretamente as células tumorais, evitando sua multiplicação

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