quinta-feira, 12 de setembro de 2013

INFERTILIDADE MASCULINA: ENTENDA O QUE É A VARICOCELE

Quando se fala de infertilidade, os problemas femininos são os primeiros que vêm à mente . O homem, por sua vez, normalmente não vai ao médico e, por este motivo, acaba conhecendo pouco os possíveis males que podem comprometer a fertilidade.


Dentre os problemas mais frequentes que acometem os homens está a Varicocele, que se caracteriza pela dilatação das veias dos testículos – um processo semelhante ao que acontece nas varizes das pernas. “O que ocorre é uma insuficiência das veias de drenagem dos testículos, que leva a um represamento sanguíneo e a uma dilatação venosa”, explica o urologista da Criogênesis, Dr. Silvio Pires. Ele ainda acrescenta que, no mundo inteiro, estima-se que a Varicocele atinja cerca de 20% dos homens. “Por isso, o diagnóstico precoce deve ser fundamental, já que o aparecimento da doença se dá entre os 14 e 15 anos de idade”, aconselha.

Ainda de acordo com Dr. Silvio Pires, a doença, no início, pode ser identificada somente por um médico. Apenas em um estágio mais avançado é que o homem consegue observar as veias dilatadas dos testículos. “Numa fase mais grave o indivíduo pode sentir dor e o testículo ficar menor e mais mole”, ressalta.

INFERTILIDADE – Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 60 milhões de pessoas, na faixa dos 18 anos aos 35 anos, sofrem com algum problema de fertilidade. No Brasil, apesar de não utilizarem de métodos anticoncepcionais, dois milhões de brasileiros não conseguem ter filhos, após um ano de relações sexuais com a mesma parceira.

A Varicocele, no entanto, é uma das principais causas da queda de fertilidade masculina. Isso acontece porque o sangue fica represado ao redor dos testículos, ocasionado o aumento da temperatura testicular e prejudicando o processo de formação dos espermatozóides. “Além disso, o sangue retido leva a um aumento de algumas substâncias tóxicas e, consequentemente, à diminuição da produção, movimentação e funcionamento dos espermatozóides”, explica o especialista.


Se o homem for portador da doença, e existir o desejo de ser pai e de constituir família, alguns tratamentos podem ser realizados para correção do problema, inclusive a intervenção cirúrgica. “A escolha vai se basear em fatores como o grau de alteração da produção de esperma, o tempo de subfertilidade, entre outros. Vale lembrar que, os pacientes tratados cirurgicamente, mas que não tiveram melhoras nos parâmetros seminais, devem ser referenciados para a reprodução assistida, seja a inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro”, esclarece.

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